Linha 22–Marrom: um ano depois, veja o que avançou no projeto que promete ligar Cotia a SP

Apesar dos avanços técnicos, linha do metrô ainda está distante da fase de construção

Adobe Stock 

A futura Linha 22–Marrom do Metrô de São Paulo, que deve ligar Cotia, Osasco e a estação Sumaré da Linha 2-Verde, avançou em etapas importantes ao longo do último ano, mas ainda não saiu da fase de planejamento.

O projeto segue em desenvolvimento técnico, com sondagens de solo, elaboração do projeto básico e início do licenciamento ambiental, sem previsão de obras.

LEIA TAMBÉM: Granja Viana, Centro e mais: veja onde ficarão as sete estações previstas do Metrô em Cotia

Sobre a Linha 22–Marrom

O traçado previsto para a Linha 22–Marrom indica uma ligação subterrânea de aproximadamente 30 quilômetros, com cerca de 19 estações, conectando Cotia à região da Sumaré, na zona oeste da capital paulista, onde haverá integração com a Linha 2-Verde do Metrô.

A proposta é reduzir significativamente o tempo de deslocamento entre Cotia e São Paulo, com viagens estimadas em cerca de 40 minutos.

Sondagens de solo começam em Cotia

Um dos principais avanços do último ano foi o início dos estudos geotécnicos em Cotia, com perfurações realizadas inicialmente na região do Complexo do Ginásio de Esportes.

Ao todo, estão previstas cerca de 40 sondagens no município. Esses estudos são fundamentais para identificar as características do solo e definir as condições de escavação dos futuros túneis.

Projeto básico entra em fase de desenvolvimento

O Metrô de São Paulo também avançou na contratação e estruturação do projeto básico de engenharia, etapa que define o traçado definitivo da linha, a localização das estações, os pontos de ventilação, acessos e estruturas operacionais.

Essa fase é considerada decisiva porque transforma o planejamento inicial em um desenho técnico detalhado da obra.

Houve também ajustes em cronogramas de licitação, mas sem alteração estrutural no andamento do projeto.

Licenciamento ambiental em andamento

Outro avanço importante foi a entrada do projeto na fase de licenciamento ambiental junto à CETESB. Nesse estágio, está em análise o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), que avalia possíveis impactos da construção e operação da linha. Esse processo é obrigatório e precisa ser concluído antes do início de qualquer obra.

Avaliações técnicas e patrimoniais

O projeto também passou por análises de órgãos técnicos e de patrimônio histórico, como o Condephaat, que avaliou a viabilidade em áreas sensíveis da capital, especialmente na região do Butantã e entorno da USP. Essas aprovações são importantes para permitir o avanço das próximas etapas de licenciamento.

Nenhuma obra iniciada até o momento

Apesar dos avanços técnicos, a Linha 22–Marrom ainda não teve início de obras. Atualmente, o projeto se encontra em fase de estudos e engenharia básica, com sondagens em andamento e processo ambiental em análise. Não há escavações de túneis nem intervenções de construção civil iniciadas.

Previsão é de longo prazo

A expectativa, com base no andamento de projetos semelhantes, é de que a conclusão do projeto básico ocorra nos próximos anos, com início das obras projetado para a década de 2030. A operação da linha, no entanto, ainda não tem data definida e deve ocorrer apenas após um longo período de execução.

Impactos para Cotia e região

Se concluída, a Linha 22–Marrom deve representar uma mudança significativa na mobilidade da região oeste, reduzindo a dependência da Rodovia Raposo Tavares, facilitando o acesso à capital e integrando Cotia ao sistema metroviário de São Paulo.

A expectativa também envolve valorização urbana ao longo do trajeto e reorganização do fluxo de transporte na região.
Postagem Anterior Próxima Postagem