Em entrevista ao Cotia & Cia, Elaine Cristina, cunhada de Dayanny, expõe as dúvidas da família sobre o acidente que terminou com a morte da mulher e cobra respostas sobre como o corpo foi arrastado por cerca de 8 km
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| Elaine Cristina, cunhada de Dayanny. Imagem: Cotia & Cia |
A família de Dayanny Lopes da Silva, de 35 anos, quer respostas sobre as circunstâncias do acidente que terminou com a morte da mulher na Rodovia Raposo Tavares, em Cotia, na madrugada de domingo (25).
Em entrevista ao Cotia & Cia, Elaine Cristina, cunhada da vítima, levantou questionamentos sobre a dinâmica da colisão, a ausência de imagens do acidente e a conduta do motorista de um Hyundai i30 que passou pelo corpo e teria o arrastado por aproximadamente oito quilômetros (ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA NO FINAL DA REPORTAGEM).
A família também contesta pontos que considera pouco esclarecidos na apuração e cobra acesso a informações que, segundo Elaine, poderiam ajudar a esclarecer o que aconteceu naquela madrugada.
“Eu quero a justiça, eu quero saber da verdade”, afirmou Elaine. Para ela, é necessário esclarecer como ocorreu a queda da motocicleta, em que momento Dayanny morreu e o que o segundo motorista percebeu durante o trajeto.
A família também contesta pontos que considera pouco esclarecidos na apuração e cobra acesso a informações que, segundo Elaine, poderiam ajudar a esclarecer o que aconteceu naquela madrugada.
“Eu quero a justiça, eu quero saber da verdade”, afirmou Elaine. Para ela, é necessário esclarecer como ocorreu a queda da motocicleta, em que momento Dayanny morreu e o que o segundo motorista percebeu durante o trajeto.
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| Dayanny Lopes da Silva. Foto: Arquivo pessoal |
Família questiona dinâmica do acidente
Dayanny estava na garupa de uma motocicleta conduzida pelo namorado quando ocorreu o acidente, por volta das 3h29, na altura do km 28 da Raposo Tavares, no sentido Cotia.
Segundo Elaine, a família tem dúvidas sobre as circunstâncias da colisão e sobre os danos observados na motocicleta. Ela questiona por que a moto apresentava danos na parte traseira.
A cunhada também quer esclarecimentos sobre o capacete que Dayanny usava. Ela afirma que a vítima saiu de um evento familiar usando o equipamento de proteção e questiona se ele foi localizado e qual era seu estado após o acidente.
“Cadê o capacete da vítima? Porque ela estava de capacete”, disse.
Elaine também relatou dúvidas sobre as informações que chegaram à família a respeito das condições encontradas no asfalto. Para ela, a dinâmica do acidente precisa ser esclarecida com base em provas periciais e demais elementos da investigação.
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| Moto em que Dayanny estava com o namorado. Foto: Artesp |
Família questiona conduta do motorista do segundo carro
Depois do acidente com a motocicleta, um Hyundai i30 prata passou pelo corpo de Dayanny e o teria arrastado por cerca de oito quilômetros, até a Rua Nelson Ranieri, nas proximidades do Corpo de Bombeiros, em Cotia.
O motorista afirmou, segundo a versão apresentada por seu advogado, Lucas Anselmo Domingues, que trafegava durante a chuva e acreditou ter atingido um objeto na pista. Conforme a defesa, ele só percebeu que havia um corpo quando parou o veículo e verificou o que estava acontecendo.
Elaine, no entanto, questiona essa explicação. Para ela, o motorista deveria ter parado para verificar o que havia atingido assim que percebeu o impacto ou alguma alteração no comportamento do veículo.
“É impossível você não perceber que está arrastando”, afirmou a cunhada, ao contestar a versão apresentada pela defesa.
Elaine também questiona por que o motorista teria ligado para terceiros antes de acionar diretamente as autoridades. Segundo o relato apresentado pelo advogado, o condutor se apresentou à polícia para prestar esclarecimentos. A família quer entender a sequência dos acontecimentos e o que foi feito depois que o corpo foi localizado.
Delegada afirma que Dayanny já estava morta antes do segundo veículo
Em entrevista ao Cotia & Cia e ao Blog Cotia, a delegada titular de Cotia, Mônica Gamboa, informou que dados do Instituto Médico Legal (IML) indicam que Dayanny já estava morta antes de o Hyundai i30 passar pelo corpo.
De acordo com a delegada, a mulher foi arremessada na pista durante o primeiro acidente e morreu em decorrência de um grave traumatismo craniano. A informação diferencia os dois episódios investigados: a colisão envolvendo a motocicleta e o contato posterior do segundo veículo com o corpo.
A delegada afirmou que, naquele momento da investigação, não havia elementos para atribuir ao motorista do Hyundai i30 a responsabilidade pela morte de Dayanny, uma vez que a vítima já teria falecido em decorrência do primeiro acidente.
A delegada considerou prematuro afirmar que houve omissão de socorro, já que o motorista declarou não ter percebido que havia atingido uma pessoa.
Elaine questiona a conclusão sobre o momento da morte e afirma que gostaria de ter acesso a imagens que permitissem compreender melhor a dinâmica do acidente. A família busca esclarecimentos sobre as circunstâncias da colisão e não concorda que as dúvidas sejam tratadas como resolvidas sem que, na avaliação dela, todos os elementos sejam conhecidos.
Depois do acidente com a motocicleta, um Hyundai i30 prata passou pelo corpo de Dayanny e o teria arrastado por cerca de oito quilômetros, até a Rua Nelson Ranieri, nas proximidades do Corpo de Bombeiros, em Cotia.
O motorista afirmou, segundo a versão apresentada por seu advogado, Lucas Anselmo Domingues, que trafegava durante a chuva e acreditou ter atingido um objeto na pista. Conforme a defesa, ele só percebeu que havia um corpo quando parou o veículo e verificou o que estava acontecendo.
Elaine, no entanto, questiona essa explicação. Para ela, o motorista deveria ter parado para verificar o que havia atingido assim que percebeu o impacto ou alguma alteração no comportamento do veículo.
“É impossível você não perceber que está arrastando”, afirmou a cunhada, ao contestar a versão apresentada pela defesa.
Elaine também questiona por que o motorista teria ligado para terceiros antes de acionar diretamente as autoridades. Segundo o relato apresentado pelo advogado, o condutor se apresentou à polícia para prestar esclarecimentos. A família quer entender a sequência dos acontecimentos e o que foi feito depois que o corpo foi localizado.
Delegada afirma que Dayanny já estava morta antes do segundo veículo
Em entrevista ao Cotia & Cia e ao Blog Cotia, a delegada titular de Cotia, Mônica Gamboa, informou que dados do Instituto Médico Legal (IML) indicam que Dayanny já estava morta antes de o Hyundai i30 passar pelo corpo.
De acordo com a delegada, a mulher foi arremessada na pista durante o primeiro acidente e morreu em decorrência de um grave traumatismo craniano. A informação diferencia os dois episódios investigados: a colisão envolvendo a motocicleta e o contato posterior do segundo veículo com o corpo.
A delegada afirmou que, naquele momento da investigação, não havia elementos para atribuir ao motorista do Hyundai i30 a responsabilidade pela morte de Dayanny, uma vez que a vítima já teria falecido em decorrência do primeiro acidente.
A delegada considerou prematuro afirmar que houve omissão de socorro, já que o motorista declarou não ter percebido que havia atingido uma pessoa.
Elaine questiona a conclusão sobre o momento da morte e afirma que gostaria de ter acesso a imagens que permitissem compreender melhor a dinâmica do acidente. A família busca esclarecimentos sobre as circunstâncias da colisão e não concorda que as dúvidas sejam tratadas como resolvidas sem que, na avaliação dela, todos os elementos sejam conhecidos.
Ecovias diz que câmera não registrou a ocorrência
A ausência de imagens é outro ponto central para a família. Questionada pelo Cotia & Cia, a Ecovias Raposo Castello informou que a câmera de monitoramento disponível no trecho não identificou registros da ocorrência.
Em nota, a concessionária acrescentou que está em fase de implementação e calibração de novos equipamentos para monitoramento de toda a extensão sob sua responsabilidade, conforme previsto no contrato de concessão.
A empresa não informou, na resposta enviada à reportagem, se outros dispositivos poderiam ter registrado a passagem dos veículos ou se há imagens de momentos anteriores e posteriores ao acidente.
Sem registros identificados pela câmera mencionada pela concessionária, a família cobra esclarecimentos sobre como a colisão aconteceu e quais outros elementos poderão contribuir para reconstruir os fatos.
Quatro filhas ficaram sem a mãe
Além das dúvidas sobre a investigação, Elaine destacou o impacto da morte de Dayanny sobre a família. A mulher tinha 35 anos e deixou quatro filhas.
“Não foi uma vida que foi embora. A gente tem quatro vidas aqui”, disse Elaine, emocionada ao falar sobre a ausência da mãe na criação das meninas.
Para a família, a investigação precisa esclarecer as circunstâncias da morte e apurar eventuais responsabilidades, sem que as dúvidas sejam substituídas por especulações.
“Eu quero a justiça, eu quero a verdade”, reforçou Elaine.
Veja a entrevista abaixo:



