Servidores lotam Câmara de Cotia em ato contra mudanças na previdência municipal

Mobilização pressiona vereadores e aponta impacto no atendimento público e nos direitos da categoria

Imagens: Redes Sociais 

Servidores públicos municipais lotam a Câmara Municipal de Cotia na manhã desta terça-feira (24), em mobilização contra a proposta de reforma da previdência do funcionalismo. Imagens registram a chegada de trabalhadores de diversas categorias ao Legislativo, onde ocorre a concentração do ato.

A paralisação, organizada por movimentos de servidores, teve início por volta das 9h e reúne profissionais da saúde, educação e outros setores. O protesto é uma reação direta às mudanças no regime próprio de previdência (CotiaPrev), que vêm gerando preocupação quanto à retirada de direitos e ao aumento das exigências para aposentadoria.
 


Segundo a servidora da saúde Cida Aires, a presença dos trabalhadores na sessão representa mais do que um ato simbólico. “É um exercício essencial de cidadania e defesa dos direitos duramente conquistados”, afirma. Ela também critica a condução do processo, apontando falta de diálogo por parte do Executivo e desconsideração das propostas elaboradas pelos próprios servidores.

Além do impacto financeiro, os manifestantes destacam que as mudanças podem comprometer diretamente o funcionamento da rede pública, afetando o atendimento à população e a qualidade dos serviços prestados.

Em nota, o movimento afirma que a paralisação é legítima e tem como objetivo chamar a atenção das autoridades e da sociedade para a necessidade de revisão da proposta. O grupo também reforça a importância de transparência e negociação antes de qualquer alteração estrutural na previdência municipal.

A mobilização ocorre uma semana após a aprovação do projeto de lei pela Câmara. No último dia 17, os vereadores aprovaram a proposta sob fortes protestos, com apenas uma abstenção, do vereador Alexandre Frota.

Durante a sessão anterior, manifestantes classificaram a medida como um retrocesso e acusaram o Legislativo de agir em alinhamento automático com o Executivo municipal. Já a prefeitura defende que a reforma é necessária para adequar o sistema local às normas nacionais e garantir o equilíbrio financeiro do regime.

Entre as principais mudanças aprovadas estão a fixação de idade mínima para aposentadoria, 62 anos para mulheres e 65 para homens, além de regras de transição semelhantes às da reforma federal. A administração municipal afirma que não haverá aumento na alíquota de contribuição e que direitos adquiridos serão preservados.

Apesar disso, a repercussão segue intensa. Em Cotia, onde cerca de 4,5 mil servidores são vinculados ao regime próprio, a categoria mantém a mobilização e pressiona por novas discussões sobre o tema.
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