Empresário de Cotia formalizou a desistência junto à Justiça Eleitoral; carta não informa o motivo da decisão, que ainda depende de homologação judicial
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| Foto: Reprodução |
O empresário Emerson Dias Rocha, principal investigado da Operação Cátaros, renunciou à candidatura a deputado estadual pelo Podemos nas eleições de 2026. A decisão foi formalizada por meio de uma carta apresentada à Justiça Eleitoral, na qual ele afirma que a renúncia ocorre de forma “livre e consciente”.
Rocha concorria à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pelo Podemos, com o número de urna 20444 e o nome de campanha “Emerson Rocha”. O pedido de registro estava em análise no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
Na carta, Emerson, que é de Cotia, não apresenta uma justificativa específica para a desistência da candidatura. Ele declara estar ciente de que, caso a renúncia seja homologada judicialmente, não poderá voltar a concorrer ao mesmo cargo nas eleições deste ano.
O documento também ressalta que a desistência da candidatura não elimina a obrigação de prestar contas à Justiça Eleitoral referente ao período em que participou do processo eleitoral.
A renúncia ainda precisa ser homologada pela Justiça Eleitoral para produzir seus efeitos.
Prisão na Operação Cátaros
Emerson Rocha foi preso preventivamente em 20 de agosto, durante a Operação Cátaros, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), com apoio das polícias Civil e Militar.
A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo o MPSP, o empresário é apontado como principal investigado e teria vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
As diligências alcançaram 21 endereços em Cotia, São Paulo, Jandira, São Lourenço da Serra e Balneário Camboriú (SC). Também foram cumpridos mandados contra outros investigados, incluindo os vereadores de Cotia Serginho Luiz, Eduardo Nascimento e Yago Bezerra, que foram alvo de buscas.
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Durante a operação, segundo o Ministério Público, foram apreendidos veículos, celulares, computadores, cartões de memória, pen drives e documentos com anotações. O material deverá ser analisado no decorrer da investigação.
A operação também teve como alvo a mulher de Emerson, Francisca de Sousa Sá, contra quem havia mandado de prisão preventiva, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.
Candidatura estava sob questionamento
A candidatura de Emerson já vinha sendo acompanhada pela Justiça Eleitoral. Informações divulgadas nesta semana apontam que o Ministério Público Eleitoral apresentou impugnações de candidaturas em São Paulo, incluindo um processo relacionado a deputado estadual por possível organização criminosa.
Antes da prisão, documentos apresentados para o registro eleitoral haviam indicado regularidade jurídica do candidato. Reportagens posteriores também trouxeram informações sobre seu histórico criminal e sobre questionamentos envolvendo registros em sistemas da Prodesp.
A prisão de Emerson e a Operação Cátaros, entretanto, são fatos distintos do processo eleitoral e as suspeitas investigadas ainda dependem da apuração judicial.
Renúncia encerra disputa eleitoral, mas investigação continua
A desistência da candidatura não interfere no andamento da investigação criminal relacionada à Operação Cátaros. Emerson permanece preso preventivamente, enquanto o Ministério Público e as forças policiais dão continuidade à análise do material apreendido.
A carta apresentada à Justiça Eleitoral trata exclusivamente da candidatura e não informa qualquer mudança na posição de Emerson em relação às acusações investigadas.
A defesa de Emerson Rocha não apresentou, até o momento, manifestação pública sobre os motivos da renúncia.
Durante a operação, segundo o Ministério Público, foram apreendidos veículos, celulares, computadores, cartões de memória, pen drives e documentos com anotações. O material deverá ser analisado no decorrer da investigação.
A operação também teve como alvo a mulher de Emerson, Francisca de Sousa Sá, contra quem havia mandado de prisão preventiva, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.
Candidatura estava sob questionamento
A candidatura de Emerson já vinha sendo acompanhada pela Justiça Eleitoral. Informações divulgadas nesta semana apontam que o Ministério Público Eleitoral apresentou impugnações de candidaturas em São Paulo, incluindo um processo relacionado a deputado estadual por possível organização criminosa.
Antes da prisão, documentos apresentados para o registro eleitoral haviam indicado regularidade jurídica do candidato. Reportagens posteriores também trouxeram informações sobre seu histórico criminal e sobre questionamentos envolvendo registros em sistemas da Prodesp.
A prisão de Emerson e a Operação Cátaros, entretanto, são fatos distintos do processo eleitoral e as suspeitas investigadas ainda dependem da apuração judicial.
Renúncia encerra disputa eleitoral, mas investigação continua
A desistência da candidatura não interfere no andamento da investigação criminal relacionada à Operação Cátaros. Emerson permanece preso preventivamente, enquanto o Ministério Público e as forças policiais dão continuidade à análise do material apreendido.
A carta apresentada à Justiça Eleitoral trata exclusivamente da candidatura e não informa qualquer mudança na posição de Emerson em relação às acusações investigadas.
A defesa de Emerson Rocha não apresentou, até o momento, manifestação pública sobre os motivos da renúncia.
