Em entrevista ao Cotia e Cia, assistente da acusação, Lucas Domingues relata os acontecimentos que antecederam o assassinato de Ariana e explica o enquadramento por feminicídio
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| Foto: Reprodução |
O advogado criminalista Lucas Domingues, que atua como assistente da acusação no caso do assassinato de Ariana Ferreira dos Santos, revelou detalhes dos bastidores da investigação e do processo criminal durante entrevista ao Cotia e Cia.
Entre os pontos abordados, ele explicou os elementos que levaram o Ministério Público a denunciar Catarino Edson Menezes do Carmo por feminicídio e tentativa de homicídio, além das próximas etapas da ação penal.
Durante a entrevista, Domingues destacou que o caso reúne circunstâncias que justificam o enquadramento por feminicídio, mesmo sem haver qualquer relacionamento afetivo entre a vítima e o acusado.
O advogado também ressaltou que a acusação sustenta a existência de agravantes, como o motivo fútil e o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Na decisão que manteve o acusado preso preventivamente, a Justiça considerou a elevada periculosidade do réu e destacou que ele fugiu logo após o crime, circunstância que evidencia risco de evasão e reforça a necessidade da prisão para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.
O processo agora entra na fase de instrução criminal, quando serão ouvidas testemunhas e produzidas novas provas. Encerrada essa etapa, caberá ao Tribunal do Júri decidir sobre a responsabilidade penal do acusado.
O advogado também ressaltou que a acusação sustenta a existência de agravantes, como o motivo fútil e o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Na decisão que manteve o acusado preso preventivamente, a Justiça considerou a elevada periculosidade do réu e destacou que ele fugiu logo após o crime, circunstância que evidencia risco de evasão e reforça a necessidade da prisão para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.
O processo agora entra na fase de instrução criminal, quando serão ouvidas testemunhas e produzidas novas provas. Encerrada essa etapa, caberá ao Tribunal do Júri decidir sobre a responsabilidade penal do acusado.
Veja o trecho da entrevista abaixo:
Relembre o caso
O crime ocorreu na noite de 13 de fevereiro de 2026, durante a comemoração do aniversário de Ariana, no Jardim Cláudio, em Cotia. Na ocasião, Ariana foi morta a facadas e Valmir Ferreira Lima também foi atacado, mas sobreviveu após receber atendimento médico.
Segundo as investigações, a confusão começou em um bar da região, onde o acusado teria dirigido ofensas às vítimas, demonstrando menosprezo à condição da mulher. Após ser confrontado, ele deixou o local, buscou uma faca e retornou, iniciando o ataque.
De acordo com a denúncia, Valmir foi atingido primeiro e tentou se defender. Ariana interveio para protegê-lo e acabou sendo golpeada no tórax e no abdômen. Ela não resistiu aos ferimentos.
