Crime ocorreu após discussão em bar, em Cotia; vítima foi morta a facadas e outro homem sobreviveu ao ataque
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| Ariana foi morta a facadas no dia 13 de fevereiro deste ano. Foto: Redes Sociais |
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou Catarino Edson Menezes do Carmo por feminicídio e tentativa de homicídio, e o Poder Judiciário determinou a conversão da prisão temporária em preventiva, diante da gravidade dos fatos.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na noite de 13 de fevereiro de 2026, quando Ariana Ferreira dos Santos foi morta a facadas durante a comemoração de seu aniversário, no Jardim Cláudio, em Cotia. Na mesma ocasião, Valmir Ferreira Lima também foi atacado e sobreviveu após ser socorrido.
As investigações apontam que o episódio teve início após o acusado proferir ofensas contra as vítimas em um bar da região, demonstrando desprezo pela condição da mulher. Ao ser confrontado, ele deixou o local, se armou com uma faca e retornou, iniciando o ataque.
Segundo o Ministério Público, Valmir foi atingido primeiro e tentou se defender. Ariana interveio para protegê-lo, momento em que também foi golpeada, com ferimentos no tórax e abdômen que causaram sua morte.
Segundo os advogados de acusação, Lucas Domingues e Mauro Ferreira, o crime apresenta agravantes como motivo fútil e o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. “No caso de Ariana, também está associado à violência de gênero, em razão do menosprezo à sua condição de mulher, o que caracteriza feminicídio, mesmo sem haver relação amorosa entre os envolvidos, já que esse tipo de crime é frequentemente, mas de forma equivocada, associado apenas a vínculos afetivos”, destacaram os advogados.
Na decisão, a Justiça considerou que há indícios suficientes de autoria e materialidade, além de apontar a elevada periculosidade do acusado. O juiz também levou em conta o fato de o réu ter fugido logo após o crime, indicando risco de evasão e necessidade de garantir a aplicação da lei penal.
Com isso, foi decretada a prisão preventiva, medida considerada necessária para a garantia da ordem pública.
O processo segue agora para a fase de instrução criminal, quando serão ouvidas testemunhas e produzidas provas. Ao final, o caso será submetido ao Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre a responsabilidade penal do acusado.
A reportagem não localizou a defesa de Catarino. O espaço segue aberto para manifestações.
