Em vídeo enviado ao Cotia e Cia, pai de Walker Cezar Silva afirma que o filho não trocou tiros com policiais e teria sido baleado dentro do quarto da casa
![]() |
| Imagens cedidas ao Cotia e Cia |
O pai de Walker Cezar Silva, de 23 anos, morto durante uma ação da Polícia Militar no bairro Jardim São Miguel, em Cotia, na terça-feira da semana passada (3), contestou a versão apresentada no boletim de ocorrência e afirmou que o filho teria sido executado dentro de casa.
Em um vídeo enviado ao Cotia e Cia (veja mais abaixo), o homem mostra o interior do imóvel onde ocorreu a ação policial e apresenta sua versão sobre o caso. Logo no início da gravação, ele afirma: “Esse aqui é o cenário que o BAEP executou meu filho.”
Segundo o relato do pai, Walker teria aberto o portão da residência e permitido a entrada dos policiais, que cumpriam um mandado de prisão contra ele. Ainda de acordo com o homem, o jovem estava jogando videogame no momento da abordagem.
![]() |
| Imagem enviada ao Cotia e Cia no dia da ação do Baep no Jd. São Miguel |
Durante a gravação, o pai afirma em diversos momentos que o filho não teria reagido nem trocado tiros com os policiais, diferentemente do que consta na versão registrada pela polícia.
“Independente se tivesse droga ou alguma coisa, a função deles não é executar. É prender e deixar que a Justiça condene”, diz o homem no vídeo. Em outro momento, ele acrescenta: “Eles entraram aqui, encostaram meu filho na parede e encheram ele de bala.”
Nas imagens, o pai também mostra marcas de tiros na parede de um dos cômodos da casa, apontando o local onde, segundo ele, o filho teria sido atingido.
“Onde que ele ia trocar tiro com 12, 15 policiais do BAEP? Nunca que ele ia trocar tiro. Ele abriu a porta, eles entraram aqui e executaram ele em frente a essa parede”, afirma.
“Independente se tivesse droga ou alguma coisa, a função deles não é executar. É prender e deixar que a Justiça condene”, diz o homem no vídeo. Em outro momento, ele acrescenta: “Eles entraram aqui, encostaram meu filho na parede e encheram ele de bala.”
Nas imagens, o pai também mostra marcas de tiros na parede de um dos cômodos da casa, apontando o local onde, segundo ele, o filho teria sido atingido.
“Onde que ele ia trocar tiro com 12, 15 policiais do BAEP? Nunca que ele ia trocar tiro. Ele abriu a porta, eles entraram aqui e executaram ele em frente a essa parede”, afirma.
VERSÃO DA POLÍCIA
De acordo com a versão divulgada anteriormente pela Polícia Militar, equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) foram até um imóvel na Rua Joaquim Ruas, na tarde da última terça-feira (3), para cumprir um mandado de prisão contra Walker, que estaria foragido da Justiça.
Segundo o relato policial, ao entrar no imóvel e se identificar, o suspeito teria reagido e efetuado disparos contra os agentes, que revidaram.
Walker foi baleado, desarmado e socorrido por uma Unidade de Resgate ao Hospital Regional de Cotia, mas não resistiu aos ferimentos.
Ainda conforme o registro policial, no imóvel foram apreendidos uma pistola calibre 9 mm, porções de drogas, além de balanças de precisão, cadernos com anotações e celulares.
O QUE DIZ A SSP
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as polícias Civil e Militar investigam o caso. A perícia foi acionada e a ocorrência foi registrada como morte decorrente de intervenção policial, resistência, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de uso restrito.
A reportagem do Cotia e Cia entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e apresentou a versão relatada pelo pai de Walker. Até o momento, não houve retorno. Caso a pasta se manifeste, a reportagem será atualizada.

