Vítimas tinham 23 e 25 anos e foram atingidas por diversos disparos dentro do estabelecimento; caso é investigado como homicídio
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| Vítimas tinham 23 e 25 anos. Foto: Reprodução / Redes sociais |
A morte de dois jovens em uma adega localizada no Jardim das Oliveiras, em Caucaia do Alto, segue cercada de questionamentos. O caso foi registrado como homicídio e, até o momento, o autor dos disparos não foi identificado.
O crime aconteceu na noite de sexta-feira (27), na Rua Petrolândia. Segundo a ocorrência, um homem usando capacete entrou no estabelecimento e efetuou diversos disparos contra as vítimas, que estavam atrás do balcão.
As vítimas foram identificadas como Luiz Fernando Munguba dos Santos, de 25 anos, proprietário da adega, e Lucas Simões de Oliveira, de 23 anos, que trabalhava no local. Ambos chegaram a ser socorridos por populares e levados à UPA de Caucaia do Alto, mas não resistiram aos ferimentos.
O que se sabe até agora
De acordo com testemunha que presenciou toda a ação, o atirador entrou no estabelecimento como se fosse um cliente comum. Em determinado momento, aproximou-se de Luiz Fernando, disse algo a ele e, em seguida, sacou a arma e começou a atirar.
Lucas teria sido baleado ao tentar intervir para conter o agressor.
Ainda segundo o relato, o suspeito fugiu em uma motocicleta Honda/CG 125 Fan, cor cinza, modelo 2025, sem placa de identificação. Ele vestia blusa preta, calça jeans clara e usava capacete preto.
A perícia encontrou cinco estojos deflagrados e um projétil no local. Luiz Fernando foi atingido por sete disparos em regiões como cabeça, pescoço, tórax e dorso. Lucas sofreu dois disparos, um no braço e outro na região torácica.
Os celulares das vítimas foram apreendidos para análise, com o objetivo de auxiliar na identificação da autoria e da motivação do crime.
Familiares informaram à polícia que desconhecem qualquer desavença ou ameaça anterior envolvendo as vítimas.
O que ainda precisa ser esclarecido
Apesar das informações iniciais, a principal dúvida permanece: qual foi a motivação do crime?
A testemunha acredita que o alvo principal seria o proprietário da adega, mas até o momento não há confirmação sobre possível acerto de contas, desavença pessoal ou outro motivo.
Também ainda não há identificação oficial do atirador. Imagens de câmeras de monitoramento da região deverão ser analisadas, mas muitos comércios estavam fechados no momento da perícia, o que atrasou a coleta das gravações.
Exames necroscópicos e análises balísticas foram solicitados e devem ajudar a esclarecer detalhes técnicos, como o calibre da arma utilizada.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para apurar a autoria e todas as circunstâncias do duplo homicídio.
