Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, está foragido e pode deixar o país; investigação aponta que ele entrou no condomínio com as vítimas e saiu sozinho horas depois
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| Foto: Reprodução |
A Polícia Civil de São Paulo solicitou, na tarde desta quarta-feira (4), a inclusão do empresário Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, na difusão vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar pessoas procuradas pela Justiça.
Ele é apontado como principal suspeito de matar a ex-namorada, a advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e o filho dela, Raphael Faria Lima Ferrari, de 6 anos, em um condomínio de Cotia.
O pedido foi feito diante da possibilidade de fuga para o exterior. Segundo as informações divulgadas pelo G1, Eric possui passaporte português e continua foragido. A inclusão na lista internacional tem como objetivo alertar as autoridades policiais de outros países sobre a existência de um procurado e auxiliar na sua localização.
Além da solicitação à Interpol, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão temporária do empresário.
De acordo com o boletim de ocorrência, imagens de câmeras de segurança registraram Eric entrando no condomínio acompanhado de Anna Gabriela e Raphael por volta das 21h35 de domingo (1º). Na madrugada de segunda-feira (2), às 2h14, ele deixou o local sozinho.
A investigação aponta que não houve registros de entrada ou saída de outras pessoas no apartamento ou no bloco onde as vítimas estavam durante esse intervalo. Esse elemento integra o conjunto de informações reunidas pelos investigadores.
O pedido foi feito diante da possibilidade de fuga para o exterior. Segundo as informações divulgadas pelo G1, Eric possui passaporte português e continua foragido. A inclusão na lista internacional tem como objetivo alertar as autoridades policiais de outros países sobre a existência de um procurado e auxiliar na sua localização.
Além da solicitação à Interpol, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão temporária do empresário.
De acordo com o boletim de ocorrência, imagens de câmeras de segurança registraram Eric entrando no condomínio acompanhado de Anna Gabriela e Raphael por volta das 21h35 de domingo (1º). Na madrugada de segunda-feira (2), às 2h14, ele deixou o local sozinho.
A investigação aponta que não houve registros de entrada ou saída de outras pessoas no apartamento ou no bloco onde as vítimas estavam durante esse intervalo. Esse elemento integra o conjunto de informações reunidas pelos investigadores.
Buscas foram realizadas em Campinas e Alphaville
Na tentativa de localizar o empresário, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em três endereços de Campinas, no interior paulista, incluindo imóveis de familiares. Também houve diligências na residência da irmã dele, em Alphaville, após o carro de Eric ter sido visto em Santana de Parnaíba.
Conforme os relatos reunidos pela polícia, o relacionamento entre Eric e Anna Gabriela era conturbado, marcado por conflitos, términos e reconciliações. Os dois estavam separados havia poucos meses.
O empresário também foi alvo de relatos de ex-colegas de escola sobre episódios de agressão durante a adolescência. Um dos antigos estudantes afirmou ao G1 que sofreu uma violência grave, que provocou lesões no rosto e exigiu cirurgia.
Caso é investigado como feminicídio e vicaricídio
A Polícia Civil apura as mortes como feminicídio e vicaricídio. Este último termo é utilizado para caracterizar o assassinato de filhos ou outras pessoas próximas de uma mulher com o objetivo de atingi-la emocionalmente, em um contexto de violência de gênero.
Segundo os investigadores, há indícios de que Raphael tenha sido morto no mesmo contexto de violência praticada contra a mãe.
Anna Gabriela e o filho serão velados nesta quinta-feira (5), às 9h, no Cemitério Parque do Morumby, na capital paulista. O sepultamento está previsto para as 13h.
