Queixas incluem demora nos pontos e superlotação, mesmo fora dos horários de maior movimento
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| Foto: Arquivos / Cotia e Cia |
Usuários do transporte coletivo em Cotia têm relatado dificuldades no dia a dia após mudanças recentes na operação de algumas linhas intermunicipais. Entre os principais problemas apontados estão o aumento no tempo de espera e a superlotação dos veículos, situação que tem gerado estresse e transtornos para quem depende do serviço.
Uma das passageiras afirma que percebeu alteração na frequência dos ônibus logo no início da manhã. “Eu pego a linha Metrô Butantã (035) ou Metrô Morumbi. Normalmente passavam por volta das 7h ou 7h10. Hoje cheguei no ponto às 7h e só consegui embarcar às 7h30”, relatou.
Outro relato aponta que o problema não se restringe aos horários de pico. “Eu moro em Cotia e trabalho na Barra Funda. Todos os dias pego o 035 ou o 396 às 5h, em frente ao Assaí. Nem é horário de pico, mas os ônibus vêm absurdamente lotados. Quando o motorista para, quem está dentro grita que não cabe mais ninguém, e quem está fora precisa entrar. É muito estresse todo dia”, contou.
Segundo os passageiros, as dificuldades têm sido frequentes e afetam diferentes linhas que fazem a ligação entre Cotia e a capital, prejudicando principalmente trabalhadores que dependem do transporte público para cumprir horários.
Diante das reclamações, a reportagem do Cotia e Cia procurou a concessionária responsável e o órgão regulador para esclarecimentos sobre a situação.
Em nota, a Viação Raposo Tavares afirmou que houve reprogramações operacionais em algumas linhas e que a empresa está realizando ajustes para “aprimorar o atendimento aos passageiros e garantir a regularidade e qualidade do serviço prestado”.
Já a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) afirmou que não houve autorização recente para alterações na operação das linhas que atendem a região de Cotia. O órgão informou ainda que os relatos serão apurados, com verificação do cumprimento da programação pelas operadoras.
Procurada, a prefeitura de Cotia não comentou o caso.
