Na coluna Nutrição Modo On, a nutricionista de Cotia Grazi Fernandes reflete sobre alimentação como direito, saúde, dignidade e acesso, para além de dietas e calorias
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| Foto: Rerodução |
Nutrição Modo On, por Grazi Fernandes
Hoje, 16 de outubro, é celebrado o Dia Mundial da Alimentação, uma data que nos convida a olhar para a comida por uma perspectiva muito maior do que emagrecimento, estética ou contagem de calorias.
Enquanto algumas pessoas discutem qual alimento tem menos carboidrato, mais proteína ou menos calorias, para outras a preocupação é muito mais básica: ter o que comer.
E essa diferença precisa ser lembrada quando falamos sobre alimentação saudável.
Em um contexto de vulnerabilidade, muitas vezes a prioridade não é escolher o alimento nutricionalmente perfeito. É conseguir colocar comida na mesa, oferecer energia suficiente ao organismo e garantir que uma família não passe fome.
Antes de discutirmos estratégias nutricionais, precisamos entender que ter acesso regular e digno aos alimentos também é saúde.
Ao mesmo tempo, para quem possui acesso e possibilidade de escolha, o Dia Mundial da Alimentação também pode servir como um convite à consciência: melhorar a qualidade do que colocamos no prato, reduzir desperdícios, valorizar alimentos in natura e minimamente processados e construir uma relação mais equilibrada com a comida.
Porque alimentação envolve nutrientes, mas também envolve acesso, cultura, condições sociais, afeto, dignidade e sobrevivência.
Talvez, neste 16 de outubro, a reflexão mais importante não seja apenas “o que estou comendo?”, mas também:
Quantas realidades diferentes podem existir por trás de um prato de comida?
Falar de alimentação é falar de saúde. Mas também é falar sobre o direito de todos terem comida suficiente e adequada à mesa.
