Metrô de SP vai deixar de aceitar bilhete magnético após mais de 50 anos; veja prazo

Modelo Edmonson, usado desde 1974, será retirado definitivamente de circulação em outubro; passageiros poderão trocar bilhetes remanescentes até janeiro de 2027

Foto: Metrô SP

O Metrô de São Paulo deixará de aceitar definitivamente, a partir de 31 de outubro de 2026, os tradicionais bilhetes magnéticos do tipo Edmonson. O modelo é utilizado no sistema desde o início da operação comercial, em 1974, e acompanhou os passageiros paulistanos por mais de cinco décadas.

A mudança faz parte do processo de modernização da bilhetagem e ocorre principalmente devido à obsolescência dos equipamentos responsáveis pela leitura dos bilhetes. Segundo o Metrô, as catracas que utilizam o sistema magnético apresentam falhas e já não contam com peças de reposição.

A fabricação dos bilhetes tradicionais foi interrompida em 2021. No entanto, devido ao estoque ainda existente, o Metrô continuou comercializando e aceitando o modelo, enquanto ampliava o uso de tecnologias mais recentes.

Até quando os bilhetes serão aceitos?

Os passageiros poderão utilizar os bilhetes magnéticos normalmente até 31 de outubro de 2026.

Depois dessa data, quem ainda tiver unidades não utilizadas poderá fazer a troca dos bilhetes remanescentes entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.

Os locais de atendimento e os procedimentos para realizar a troca ainda serão divulgados pelo Metrô.

Quais serão as alternativas?

Com o fim dos bilhetes magnéticos, os passageiros terão diferentes opções para acessar as estações. Entre elas estão:Bilhete Único, Cartão TOP, bilhetes com QR Code impressos, vendidos em bilheterias e máquinas de autoatendimento, QR Code adquirido digitalmente por aplicativo ou WhatsApp, pagamento por aproximação com cartões de débito e crédito, pagamento por aproximação utilizando smartphones e smartwatches.

Segundo o Metrô, o QR Code facilita a compra e a validação das passagens, além de reduzir problemas relacionados à leitura dos bilhetes impressos.

A companhia também destaca que a substituição do modelo magnético reduz a necessidade de fabricação, transporte, armazenamento e distribuição de cartões físicos.

Bilhete marcou a história do Metrô

Apesar da substituição, o bilhete magnético se tornou parte da história do transporte público de São Paulo.

O modelo Edmonson começou a ser utilizado pelo Metrô em 1974, quando o sistema iniciou sua operação comercial. O pequeno cartão de papel-cartão com tarja magnética passou a fazer parte da rotina de milhões de passageiros.

Ao longo da história do Metrô, foram produzidos mais de 13,7 bilhões de bilhetes, distribuídos em cerca de 30 edições diferentes.

A fabricação dos primeiros bilhetes magnéticos e dos equipamentos utilizados para a leitura foi inicialmente realizada com tecnologia importada da França. Posteriormente, a produção foi nacionalizada e passou pela Casa da Moeda, além de fornecedores de outros países.

Origem do modelo

O nome Edmonson é uma referência ao inglês Thomas Edmondson, que desenvolveu, no século XIX, um sistema padronizado de emissão de passagens ferroviárias.

A tecnologia substituiu bilhetes manuscritos por cartões previamente impressos e numerados, permitindo maior controle das viagens e das receitas das empresas ferroviárias.

Mais de um século depois, o modelo chegou ao Metrô de São Paulo e passou a fazer parte da rotina dos usuários desde os primeiros anos de funcionamento do sistema.

Agora, após mais de 50 anos de utilização, os bilhetes magnéticos serão definitivamente aposentados.

Serviço

Até quando o bilhete magnético será aceito?
Até 31 de outubro de 2026.

E quem ainda tiver bilhetes depois dessa data?
Os bilhetes remanescentes poderão ser trocados entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Os locais e procedimentos serão divulgados posteriormente pelo Metrô.

Quais serão as alternativas?
Bilhete Único, cartão TOP, QR Code em papel ou digital e pagamento por aproximação com cartões, smartphones e smartwatches.

O passageiro precisará emitir um novo cartão?
O Metrô ainda deverá divulgar os detalhes sobre os procedimentos para troca dos bilhetes magnéticos e eventual restituição de valores ou créditos existentes.
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