Crime teria sido motivado por ciúmes e terminou com a morte do professor dentro da própria casa, em Cotia; relembre o caso
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| José Alves, vítima de homicídio em Cotia. Foto: Arquivo pessoal |
O motorista de aplicativo Walmir da Silva Santos foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato do professor José Alves de Lima, de 51 anos (foto em destaque), morto a tiros em julho de 2024, no Jardim do Museu, em Cotia.
A condenação ocorreu no Tribunal do Júri da Comarca de Cotia e foi formalizada em sentença assinada pelo juiz André Luiz da Silva da Cunha em 23 de julho deste ano.
Os jurados reconheceram a materialidade e a autoria do homicídio e também consideraram que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Walmir deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado. A sentença também determinou o imediato cumprimento da condenação, com manutenção da prisão do réu.
Professor foi surpreendido dentro de casa
Segundo a denúncia do Ministério Público e os elementos reunidos pela Polícia Civil, o crime aconteceu na residência de José Alves de Lima, na Rua Santa Quitéria, no Jardim do Museu.
A investigação apontou que Walmir havia mantido um relacionamento com Michelly, que posteriormente rompeu o relacionamento com ele. Conforme a apuração, o acusado passou a sentir ciúmes da relação de amizade que Michelly mantinha com José.
De acordo com a denúncia, na madrugada do crime, Walmir teria ido armado até a casa do professor, entrado no imóvel e permanecido escondido à espera da chegada da vítima. José chegou ao endereço por volta das 4h15. Quando abriu o portão e estacionava o veículo, o acusado saiu do esconderijo e efetuou três disparos. Os tiros atingiram José e provocaram sua morte.
O Ministério Público sustentou que José estava desarmado e não teve oportunidade de reagir. A acusação classificou o crime como cometido por motivo fútil, emboscada e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Corpo foi encontrado por amiga
Após o crime, o corpo de José foi localizado por Michelly da Conceição Silva, que se apresentou à polícia como amiga da vítima.
Segundo o relatório policial, ela havia ido até a residência para comemorar seu aniversário com José. Como não conseguiu contato com ele, chamou pelo amigo do lado de fora da casa. Sem resposta, olhou por uma fresta do portão e viu uma pessoa caída dentro do imóvel.
Michelly reconheceu José e acionou a polícia. Os policiais encontraram a vítima caída no chão, com sangue próximo à cabeça.
A investigação contou com depoimentos de testemunhas, policiais e familiares, além de laudo necroscópico, relatório de investigações e análise de informações obtidas durante a investigação. A Polícia Civil também informou ter obtido imagens de uma câmera instalada em imóvel vizinho, que registraram o crime.
Prisão ocorreu dias depois do assassinato
A Polícia Civil representou pela prisão temporária de Walmir após reunir elementos que apontavam sua participação no homicídio. A ordem foi cumprida na manhã de 8 de agosto de 2024, quando também foram realizadas buscas domiciliares.
Durante a ação, os investigadores apreenderam o veículo utilizado pelo acusado para chegar à residência da vítima e tiveram acesso a diálogos extraídos do celular dele. Segundo o relatório policial, Walmir foi interrogado na presença de advogado, mas optou por permanecer em silêncio.
Na época, conforme noticiado pelo Cotia & Cia, a prisão foi realizada quando o acusado saía de sua residência. Segundo a polícia, ele teria resistido à abordagem, sendo necessário o uso de força para algemá-lo.
Ciúmes apontado como motivação
A investigação concluiu que o homicídio teria sido motivado pelo ciúme do acusado em relação à proximidade entre Michelly e José.
O Ministério Público afirmou que o acusado não teria aceitado o relacionamento mantido pela vítima com Michelly e, por isso, teria planejado a execução. Na manifestação pela prisão preventiva, a Promotoria descreveu que Walmir teria ido até a casa de José armado e permanecido escondido no imóvel até a chegada da vítima.
A denúncia também apontou que a vítima foi surpreendida e não teve possibilidade de reação, circunstância posteriormente reconhecida pelo Tribunal do Júri na condenação.
Júri reconheceu duas qualificadoras
No julgamento realizado em Cotia, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime e rejeitaram a absolvição.
Também foram reconhecidas as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Dr. Felipe Bragantini, em conjunto com os assistentes de acusação, os advogados criminalistas Dr. Lucas Anselmo Domingues e Dr. Mauro Cesar Dias Ferreira, que representaram a família de José Alves de Lima durante toda a persecução penal.
Na sentença, o juiz considerou ainda como circunstâncias negativas as condições em que o crime foi praticado, destacando que o homicídio ocorreu durante a madrugada, quando havia menor movimentação de pessoas e menor possibilidade de intervenção de terceiros.
A Justiça também levou em consideração as consequências do assassinato para os filhos de José, que tinham 16 e 10 anos na época do crime.
Outro fator considerado na fixação da pena foi o comportamento atribuído ao réu após o homicídio. Segundo a sentença, Walmir teria retornado para casa e ido dormir, comportamento interpretado pelo juiz como demonstração de frieza e indiferença diante da morte provocada.
Pena passa de 21 anos e cumprimento é imediato
Inicialmente, a pena-base foi fixada em 18 anos e 9 meses de reclusão. Depois, considerando a segunda qualificadora como circunstância agravante, a pena foi elevada para 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão.
O juiz determinou o regime inicial fechado e estabeleceu o cumprimento imediato da pena com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a soberania das decisões do Tribunal do Júri.
Com isso, Walmir da Silva Santos permanece preso e deverá iniciar o cumprimento da condenação em regime fechado.
O Cotia e Cia não conseguiu contato com a defesa de Walmir. O espaço segue aberto para manifestações.
Na sentença, o juiz considerou ainda como circunstâncias negativas as condições em que o crime foi praticado, destacando que o homicídio ocorreu durante a madrugada, quando havia menor movimentação de pessoas e menor possibilidade de intervenção de terceiros.
A Justiça também levou em consideração as consequências do assassinato para os filhos de José, que tinham 16 e 10 anos na época do crime.
Outro fator considerado na fixação da pena foi o comportamento atribuído ao réu após o homicídio. Segundo a sentença, Walmir teria retornado para casa e ido dormir, comportamento interpretado pelo juiz como demonstração de frieza e indiferença diante da morte provocada.
Pena passa de 21 anos e cumprimento é imediato
Inicialmente, a pena-base foi fixada em 18 anos e 9 meses de reclusão. Depois, considerando a segunda qualificadora como circunstância agravante, a pena foi elevada para 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão.
O juiz determinou o regime inicial fechado e estabeleceu o cumprimento imediato da pena com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a soberania das decisões do Tribunal do Júri.
Com isso, Walmir da Silva Santos permanece preso e deverá iniciar o cumprimento da condenação em regime fechado.
O Cotia e Cia não conseguiu contato com a defesa de Walmir. O espaço segue aberto para manifestações.
