Ao Cotia & Cia, Alan Giannetti relatou como aconteceu a colisão e contou que o reflexo adquirido no jiu-jitsu ajudou a evitar uma queda mais grave
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| Imagens: Câmera de segurança / Reprodução |
Um advogado, ambientalista e ex-lutador de jiu-jitsu escapou sem ferimentos de maior gravidade após ser atingido por um carro enquanto circulava de patinete elétrico por uma via próximo ao Cemitério Novo Maranhão, em Cotia, nesta quarta-feira (19). O momento da colisão foi registrado por uma câmera de segurança.
As imagens mostram Alan Giannetti seguindo pela via quando um carro prata entra na rua vindo de uma transversal. O veículo avança e atinge o patinete. Ao perceber que a colisão seria inevitável, Alan salta e, em seguida, faz um rolamento no asfalto, evitando uma queda mais brusca.
Após o impacto, o patinete fica para trás enquanto Alan é projetado para a frente. Ele cai no meio da rua e permanece por alguns instantes no chão antes de se levantar. Apesar da força da queda, não sofreu ferimentos.
Em entrevista ao Cotia & Cia, Alan contou que o patinete faz parte de sua rotina. Ele trabalha no Viveiro Curupurá, em Cotia, próximo de sua residência, e utiliza o veículo nos deslocamentos diários.
“Comprei porque não emite nada de poluente. É elétrico, tem baixo impacto ambiental”, explicou.
Alan afirma que veículos costumam passar pelo local em alta velocidade e que há sinalização de trânsito na via.
De acordo com o advogado, a motorista teria entrado na rua sem sinalizar e afirmou posteriormente que não o havia visto.
“Ela simplesmente engatou a marcha e subiu, sem dar seta, sem nada. Ela disse que não me viu. Se ela tivesse atingido meu quadril, que era a altura da batida, sei lá o que poderia ter acontecido”, relatou.
O reflexo do jiu-jitsu
O que pode ter feito a diferença no acidente foi justamente uma habilidade que Alan aprendeu durante os anos de prática de jiu-jitsu: saber como cair.
Ao perceber que não conseguiria evitar o impacto, ele conta que pensou imediatamente em realizar um rolamento para proteger o corpo.
“Uma coisa eu aprendi com o jiu-jitsu: a cair. Ali, quando eu vi que não ia dar tempo, a única coisa que pensei é que ia precisar fazer o rolamento. Então eu saltei fazendo todas as proteções para não cair de uma forma que eu fosse me machucar”, contou.
Para Alan, a reação foi praticamente automática, resultado da memória muscular adquirida durante os treinamentos.
“Foi puro reflexo, pura memória dos treinamentos que tive no jiu-jitsu”, afirmou.
Apesar de não ter se machucado, ele disse que ficou dolorido por causa do impacto e do salto.
O episódio, porém, também despertou nele a vontade de voltar aos treinos. “Inclusive me animou a voltar a treinar”, contou.
Veja o vídeo abaixo:
