O procedimento investiga a produção do programa idealizado por Viih Tube e Eliezer após a repercussão nas redes sociais; entenda
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| Imagens: Redes sociais |
O reality show "As Patroas", gravado na mansão dos influenciadores Viih Tube e Eliezer, na Granja Viana, em Cotia, tornou-se alvo de investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo após gerar forte repercussão nas redes sociais.
O procedimento foi instaurado depois que o órgão recebeu uma representação da deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP), que solicita a apuração de possíveis irregularidades trabalhistas relacionadas à produção do programa.
Entre os pontos que serão analisados estão suspeitas de assédio moral organizacional, uso da imagem dos funcionários para fins comerciais sem informações sobre autorização específica ou remuneração adicional, além de questionamentos sobre a jornada de trabalho e eventual pagamento de horas extras durante as gravações.
A polêmica ganhou força após a divulgação do primeiro episódio do reality, que colocava 11 funcionários da residência em uma disputa por prêmios como dinheiro, uma motocicleta, folgas remuneradas e outros benefícios. Uma das provas mais criticadas exigia que os participantes encontrassem moedas escondidas em locais como vasos sanitários, lixeiras de banheiro e um lago artificial da mansão.
Nas redes sociais, internautas classificaram algumas dinâmicas como constrangedoras e questionaram a exposição dos trabalhadores em um conteúdo voltado ao entretenimento.
Diante da repercussão negativa, o casal retirou o primeiro episódio do ar. Nesta quinta-feira (2), no entanto, Viih Tube e Eliezer republicaram o conteúdo e divulgaram um novo vídeo afirmando que o projeto sempre teve como objetivo promover uma reflexão sobre a escala de trabalho 6x1 e denunciar situações de precarização enfrentadas por trabalhadores.
No segundo episódio, Viih Tube afirmou que o reality foi planejado como uma campanha de conscientização para chamar a atenção sobre a rotina de profissionais submetidos a jornadas exaustivas e com pouco tempo para lazer e convivência familiar.
Após as críticas, funcionários da residência também gravaram vídeos em defesa dos influenciadores. A governanta Ediléia Santana, conhecida como Leinha, afirmou que todos participaram do programa de forma voluntária e que os colaboradores são tratados com respeito. Segundo ela, o ambiente de trabalho é regular e as provas foram encaradas como uma oportunidade de diversão e de ganho extra.
TST publica mensagem sobre respeito no ambiente de trabalho
Em meio à repercussão do caso, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicou uma mensagem em suas redes sociais reforçando a importância do respeito nas relações de trabalho. Embora não tenha citado Viih Tube e Eliezer nominalmente, a manifestação foi divulgada logo após a polêmica envolvendo o reality gravado em Cotia.
Na publicação, o tribunal afirma que expor trabalhadores a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral e violar direitos fundamentais. "Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", destacou o TST.
A Corte também lembrou que a Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana e que a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas.
Até a publicação desta reportagem, os influenciadores ainda não haviam se manifestado especificamente sobre a abertura do procedimento investigatório do Ministério Público do Trabalho. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.
Em meio à repercussão do caso, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicou uma mensagem em suas redes sociais reforçando a importância do respeito nas relações de trabalho. Embora não tenha citado Viih Tube e Eliezer nominalmente, a manifestação foi divulgada logo após a polêmica envolvendo o reality gravado em Cotia.
Na publicação, o tribunal afirma que expor trabalhadores a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral e violar direitos fundamentais. "Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", destacou o TST.
A Corte também lembrou que a Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana e que a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas.
Até a publicação desta reportagem, os influenciadores ainda não haviam se manifestado especificamente sobre a abertura do procedimento investigatório do Ministério Público do Trabalho. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.
