Quem é Marcelo Magalhães, empresário que desapareceu após sair de um bar em Carapicuíba

Até o momento, três homens foram presos por suspeita de participação no caso. Um quarto suspeito morreu durante um confronto com a PM

Imagens: Redes sociais 

A Polícia Civil segue investigando o desaparecimento do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, visto pela última vez na noite da última quinta-feira (16), em Carapicuíba.

Sócio de uma empresa especializada em demolição e aluguel de máquinas e equipamentos para construção, Marcelo desapareceu após sair de um bar na cidade.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a principal linha de investigação é de que o empresário tenha sido vítima de um crime cometido por criminosos que transferiram dinheiro de sua conta bancária antes de, supostamente, assassiná-lo. O corpo ainda não foi localizado.

Até o momento, três homens foram presos por suspeita de participação no caso. Um quarto suspeito morreu durante um confronto com policiais do 5º Batalhão de Ações Especiais (Baep). Na ação, também foram apreendidas armas e drogas.
 
Quem é Marcelo Magalhães

De acordo com registros da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), Marcelo é sócio, desde 2019, de uma empresa de aluguel de máquinas e equipamentos para construção, localizada em Carapicuíba. Ele possui 25% de participação no negócio, cujo capital social é de R$ 200 mil.

Além da atuação no setor da construção civil, Marcelo estava noivo e, segundo familiares, não possuía antecedentes criminais, nunca relatou ameaças e não era usuário de drogas.
 
Como aconteceu o desaparecimento

Imagens de câmeras de segurança mostram Marcelo deixando sua residência, em um condomínio na Estrada da Fazendinha, por volta das 20h30 de quinta-feira.

Cerca de meia hora depois, ele foi visto em um bar da mesma região na companhia de um homem conhecido pelo apelido de "Fumaça". Segundo a investigação, após algum tempo no estabelecimento, Marcelo deixou o local sozinho dirigindo seu veículo.

Ele não foi mais visto.

Pouco antes das 23h, seu utilitário esportivo blindado foi encontrado abandonado na Rua das Andorinhas, no bairro Ariston. Testemunhas relataram que um homem estacionou o veículo e fugiu correndo.

No interior do carro, a polícia encontrou possíveis vestígios de sangue, que foram encaminhados para análise pela Polícia Científica.
 
Buscas continuam

As buscas pelo empresário foram retomadas nesta segunda-feira (20) e concentram-se em uma área de mata pertencente à Sabesp, em Carapicuíba.

Participam da operação equipes do 33º Batalhão da Polícia Militar, do Canil do 5º Baep, da Guarda Civil Municipal, além de drones e do helicóptero Águia, equipado com câmera térmica.

Segundo a SSP, os investigadores acreditam que Marcelo tenha sido atraído pelos suspeitos até a área de mata, onde teria sido morto após a realização das transferências bancárias.
 
Prisões e investigação

As prisões ocorreram em diferentes etapas da investigação. O primeiro detido, que era procurado pela Justiça por roubo, foi capturado na sexta-feira (17), quando tiveram início as buscas.

No domingo (19), a Polícia Civil prendeu outros dois suspeitos. Um quarto homem morreu após trocar tiros com policiais do Baep.

Fontes ligadas à investigação informaram que um dos presos e o suspeito morto seriam integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), conhecidos pelos apelidos de "Quadrado" e "Apache", respectivamente. A informação, no entanto, ainda não foi oficialmente confirmada pela Polícia Civil.

As investigações prosseguem para localizar o corpo de Marcelo Magalhães de Almeida e esclarecer completamente as circunstâncias do crime.
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