Enquanto a Região Metropolitana apresentou redução de 28% nos casos e de 68% nas mortes por SRAG em 2026, Cotia está entre os municípios que registraram crescimento da doença
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| Foto: Governo de SP |
Apesar da queda expressiva nos casos e nas mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em 2026, Cotia está entre os municípios que seguem na contramão da tendência. Dados da Secretaria de Estado da Saúde apontam que a cidade registrou aumento de 17% nos casos da doença em relação ao mesmo período do ano passado.
No balanço geral, divulgado pelo G1, a RMSP contabilizou 11.406 casos de SRAG neste ano, contra 15.762 registrados em 2025, uma redução de 28%. O número de mortes também caiu significativamente, passando de 1.625 para 520 óbitos, o que representa uma queda de 68%.
Mesmo com esse cenário positivo, de acordo com a reportagem, 13 dos 39 municípios da região metropolitana tiveram aumento nos registros da síndrome, que engloba quadros respiratórios graves provocados por vírus como influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR).
A maior concentração desse crescimento foi observada na região oeste da Grande São Paulo. Dos 13 municípios com alta, 10 estão nessa área, incluindo:
Carapicuíba (+56%);
Barueri (+41%);
Vargem Grande Paulista (+38%);
Santana de Parnaíba (+33%);
Juquitiba (+33%);
Embu das Artes (+32%);
Itapevi (+27%);
Jandira (+23%);
Cotia (+17%);
Taboão da Serra (+3%).
Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, Tatiana Lang D'Agostini, o aumento em alguns municípios não tem uma única explicação e pode estar relacionado a diferentes fatores.
"Esse aumento pode ser multifatorial. Se uma região tem baixa cobertura vacinal, haverá mais pessoas suscetíveis a contrair o vírus e desenvolver quadros mais graves", explicou.
Além da vacinação, fatores como a circulação de diferentes vírus respiratórios, as baixas temperaturas, a densidade populacional e a capacidade de identificação e notificação dos casos também podem influenciar os números.
O que é a SRAG?
A Síndrome Respiratória Aguda Grave é caracterizada por um conjunto de sintomas respiratórios que, na maioria dos casos, exige internação hospitalar. Entre os principais agentes causadores estão os vírus da influenza, da Covid-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR).
Durante o inverno, a circulação desses vírus costuma aumentar devido à maior permanência das pessoas em ambientes fechados e com pouca ventilação.
Vacinação segue sendo a principal proteção
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir casos graves e mortes por doenças respiratórias.
Nas cidades da região oeste da Grande São Paulo que registraram aumento de SRAG, a cobertura vacinal contra a influenza gira em torno de 43% da população. Em alguns municípios, como Jandira e Juquitiba, apenas cerca de um terço dos moradores recebeu a vacina.
As doses contra a influenza e a Covid-19 estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Já a vacina contra o vírus sincicial respiratório é destinada a gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, enquanto bebês prematuros podem receber imunização passiva com anticorpos específicos pelo SUS.
A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com sintomas respiratórios procurem uma unidade de saúde para avaliação médica, especialmente em casos de agravamento do quadro clínico.
Texto com informações do G1
