Ministério Público destacou a fuga do local e pediu indenização à vítima, de 16 anos; caso ocorreu em março deste ano
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| Imagens concedidas ao Cotia e Cia |
A Justiça de Cotia recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo contra a motorista acusada de atropelar uma adolescente de 16 anos em uma faixa de pedestres e fugir sem prestar socorro, em Caucaia do Alto. Com a decisão, a mulher passa a responder formalmente a uma ação penal pelos fatos ocorridos em março.
A decisão foi assinada pela juíza da 1ª Vara Criminal de Cotia, que entendeu que a denúncia apresentada pelo Ministério Público descreve fatos que, em tese, configuram crime e possui elementos suficientes para justificar a continuidade do processo. A magistrada determinou a citação da acusada para que apresente defesa no prazo legal.
O caso ocorreu na noite de 12 de março de 2026, por volta das 18h52, na Rua José Manuel de Oliveira, no Jardim São Luiz (veja o vídeo abaixo).
Segundo a investigação, a adolescente, então com 16 anos, atravessava regularmente a faixa de pedestres quando foi atingida por um Fiat Uno branco conduzido pela acusada.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a motorista não respeitou a preferência da pedestre, provocando o atropelamento e causando lesões corporais de natureza leve na vítima. Após o impacto, ela teria deixado o local sem prestar socorro.
O promotor de Justiça Filipe Viana de Santa Rosa denunciou a motorista por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, com agravantes relacionadas ao atropelamento em faixa de pedestres e à omissão de socorro. No documento, o Ministério Público também destacou que deixou de propor um Acordo de Não Persecução Penal devido à gravidade da conduta e à fuga após o acidente.
Segundo a Promotoria, a ausência de socorro à adolescente foi um dos fatores considerados para o entendimento de que um eventual acordo não seria suficiente para a prevenção e reprovação do crime.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público requereu que, em caso de condenação, seja fixado um valor mínimo de indenização equivalente a cinco salários mínimos em favor da vítima. O caso é acompanhado pela família da adolescente, que atua como assistente de acusação no processo por meio do advogado Lucas Anselmo Domingues.
Na decisão proferida em 15 de maio, a Justiça acolheu integralmente a denúncia e determinou o prosseguimento da ação penal. A acusada deverá ser citada para apresentar resposta à acusação e poderá indicar provas e testemunhas para sua defesa. Também está prevista a notificação da vítima sobre a instauração do processo.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a motorista não respeitou a preferência da pedestre, provocando o atropelamento e causando lesões corporais de natureza leve na vítima. Após o impacto, ela teria deixado o local sem prestar socorro.
O promotor de Justiça Filipe Viana de Santa Rosa denunciou a motorista por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, com agravantes relacionadas ao atropelamento em faixa de pedestres e à omissão de socorro. No documento, o Ministério Público também destacou que deixou de propor um Acordo de Não Persecução Penal devido à gravidade da conduta e à fuga após o acidente.
Segundo a Promotoria, a ausência de socorro à adolescente foi um dos fatores considerados para o entendimento de que um eventual acordo não seria suficiente para a prevenção e reprovação do crime.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público requereu que, em caso de condenação, seja fixado um valor mínimo de indenização equivalente a cinco salários mínimos em favor da vítima. O caso é acompanhado pela família da adolescente, que atua como assistente de acusação no processo por meio do advogado Lucas Anselmo Domingues.
Na decisão proferida em 15 de maio, a Justiça acolheu integralmente a denúncia e determinou o prosseguimento da ação penal. A acusada deverá ser citada para apresentar resposta à acusação e poderá indicar provas e testemunhas para sua defesa. Também está prevista a notificação da vítima sobre a instauração do processo.
REPERCUSSÃO
O caso ganhou repercussão em Caucaia do Alto logo após o atropelamento. Na ocasião, o pai da adolescente relatou à Polícia Civil que a motorista fugiu em direção ao bairro Capelinha sem prestar assistência. A jovem recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caucaia do Alto.
Com o recebimento da denúncia pela Justiça, o processo entra agora na fase de instrução criminal, quando serão ouvidas as partes e testemunhas antes do julgamento do mérito da ação.
O caso ganhou repercussão em Caucaia do Alto logo após o atropelamento. Na ocasião, o pai da adolescente relatou à Polícia Civil que a motorista fugiu em direção ao bairro Capelinha sem prestar assistência. A jovem recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caucaia do Alto.
Com o recebimento da denúncia pela Justiça, o processo entra agora na fase de instrução criminal, quando serão ouvidas as partes e testemunhas antes do julgamento do mérito da ação.
