CNJ investiga juiz após leilão de mansão de Cafu em Barueri

Ex-jogador questiona decisão judicial que autorizou venda de imóvel por metade do valor avaliado

Foto: Instagram 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu uma investigação contra o juiz Bruno Paes Straforini, da 1ª Vara Cível de Barueri, após questionamentos envolvendo o leilão da mansão do ex-jogador Cafu. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

Segundo a publicação, a decisão do corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, considera a “gravidade dos fatos narrados” na reclamação disciplinar apresentada pela defesa do ex-atleta.

A mansão de Cafu foi leiloada em outubro de 2024 por R$ 20 milhões, embora tivesse avaliação estimada em R$ 40 milhões. Os advogados do ex-jogador alegam que houve irregularidades na condução do processo e apontam uma suposta “relação imprópria” entre o magistrado e o leiloeiro responsável pelo caso, Denys Pyerre de Oliveira.

De acordo com o Metrópoles, o CNJ também apura informações sobre a concentração de nomeações do mesmo leiloeiro em processos da vara judicial de Barueri e possíveis comissões acima do padrão de mercado.

O corregedor ainda determinou que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) envie dados sobre processos e pagamentos relacionados ao leiloeiro nos últimos cinco anos.

A defesa de Cafu também sustenta que o processo de execução teria sido conduzido de forma excessiva, envolvendo praticamente todo o patrimônio do ex-jogador, apesar de existir um imóvel dado como garantia da dívida, estimada em cerca de R$ 8 milhões.

Outro ponto questionado é a redução do prazo para desocupação do imóvel e a realização do leilão em prazo considerado curto, fatores que, segundo os advogados, podem ter contribuído para a venda abaixo do valor de mercado.
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