A medida afeta trechos administrados pela concessionária responsável pela Rota Sorocabana
O governador de Tarcísio de Freitas decidiu adiar para janeiro de 2027 o início da cobrança do sistema de pedágios free flow em rodovias da Grande São Paulo e do interior. A medida afeta trechos administrados pela concessionária responsável pela Rota Sorocabana. As informações são do portal Metrópoles.
Inicialmente, a cobrança começaria em setembro de 2026, após a instalação dos pórticos e a retirada das praças físicas. Alguns desses equipamentos já estão em funcionamento, como na Rodovia Raposo Tavares, mas, por enquanto, apenas para monitoramento, sem cobrança.
O contrato de concessão, firmado em 2025, prevê a administração de cerca de 460 quilômetros de rodovias por 30 anos, com investimentos estimados em R$ 8,8 bilhões, incluindo a implantação do novo modelo de pedágio, que permite a cobrança automática sem que o motorista precise parar.
De acordo com a reportagem, com o adiamento, o governo estadual terá que pagar uma compensação à concessionária, referente ao valor que deixará de ser arrecadado no período. Na prática, o Estado assume temporariamente o custo das tarifas.
Segundo a Secretaria de Parcerias e Investimentos, "a mudança busca dar mais tempo para orientar a população sobre o funcionamento do sistema", que ainda gera dúvidas e críticas em diferentes cidades.
Onde ficam os pórticos previstos
Os equipamentos estão distribuídos em diversas rodovias da região, incluindo:
- Rodovia Castello Branco (SP-280), em trechos de São Roque e Itu
- Rodovia Santos Dumont (SP-075), em Sorocaba
- Rodovia Dr. Celso Charuri, em Sorocaba
- Rodovia Raposo Tavares (SP-270), com vários pontos em cidades como São Roque, Alumínio, Sorocaba e Araçoiaba da Serra
- Rodovia Tenente Celestino Américo (SP-079), em municípios como Piedade, Tapiraí e Juquiá
- Rodovia João Leme dos Santos (SP-264), em Sorocaba e Pilar do Sul
- Rodovia Bunjiro Nakao (SP-250), em cidades como Capão Bonito e São Miguel Arcanjo
- Rodovia Prefeito Livio Tagliassachi
A implantação do free flow tem gerado polêmica, com críticas de prefeitos, moradores e até ações judiciais. O modelo também entrou no debate político por ampliar a quantidade de pontos de cobrança nas rodovias do estado.
