Suspeito de apologia ao nazismo e ameaças a escolas é alvo de operação em Barueri

Conteúdo no celular revelava discursos de ódio contra judeus, mulheres e LGBTQIA+, além de ligação com grupos extremistas

Foto: Polícia Civil 

Uma operação nacional contra o extremismo digital identificou e indiciou um suspeito por apologia ao nazismo e preparação de atos terroristas na Grande São Paulo. A ação ocorreu em Barueri e faz parte da “Operação Bulwark”, voltada ao combate de ameaças violentas e discursos de ódio na internet.

De acordo com informações do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Seccional de Carapicuíba, apuradas pelo Cotia e Cia, o caso teve início a partir de dados de inteligência compartilhados pelo Laboratório de Crimes Cibernéticos e pela Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. As informações apontavam para um indivíduo que estaria disseminando mensagens de ódio e mencionando possíveis ataques a escolas em conversas privadas nas redes sociais.

Após o avanço das investigações, os policiais conseguiram identificar a origem das mensagens e cumpriram um mandado de busca domiciliar nesta quarta-feira (15), em Barueri. No local, o suspeito foi identificado e teve diversos materiais apreendidos, incluindo camisetas e máscaras com referências a grupos extremistas e ao nazismo.

Durante a análise do celular, os investigadores encontraram um grande volume de conteúdo com discursos de ódio direcionados a judeus, mulheres e pessoas LGBTQIA+. Segundo a polícia, o próprio suspeito confessou envolvimento com grupos extremistas voltados à promoção de ideologias nazistas.

Ele foi indiciado com base na Lei nº 7.716/89 (apologia ao nazismo e grupos extremistas) e na Lei nº 13.260/2016 (atos preparatórios de terrorismo).

A operação foi realizada de forma simultânea em 17 estados brasileiros, sob coordenação do CIBERLAB, do Ministério da Justiça, dentro da estratégia nacional “Escola Segura”, que busca prevenir ataques em ambientes escolares e conter a radicalização no meio digital.

O trabalho na região foi coordenado pelo delegado Adair Marques, responsável pelo SIG de Carapicuíba. Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar possíveis conexões do suspeito com outros envolvidos e avaliar o alcance das ameaças.

O nome da operação, “Bulwark”, que significa “baluarte” ou “linha de defesa”, simboliza a atuação das forças de segurança no enfrentamento a riscos no ambiente digital e na proteção da sociedade.
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