Furto de metralhadoras do Exército em Barueri põe Segurança Pública em alerta

Entre os armamentos furtados estavam 13 metralhadoras calibre .50, consideradas de alto impacto e capaz de perfurar blindagens, e oito fuzis 7,62 mm

Foto: Divulgação / Polícia Civil 

O Exército e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo investigam, desde o fim da semana passada, o furto de 21 metralhadoras do arsenal de guerra que estavam em um quartel das Forças Armadas em Barueri. Cerca de 480 militares são mantidos aquartelados na unidade da cidade enquanto a apuração é realizada.

Entre os armamentos furtados estavam 13 metralhadoras calibre .50, consideradas de alto impacto e capaz de perfurar blindagens, e oito fuzis 7,62 mm.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, disse neste final de semana que o furto das metralhadoras pode ter "consequências catastróficas" se as armas forem para o crime organizado, podendo colocar em risco a população.

“Nós, da segurança de São Paulo, não vamos medir esforços para auxiliar nas buscas do armamento e evitar as consequências catastróficas que isso pode gerar a favor do crime e contra segurança da população", escreveu Derrite em seu X (o antigo Twitter), no sábado (14).

OS ARMAMENTOS

A metralhadora calibre .50, por exemplo, pode disparar 600 tiros por minuto e atingir um alvo a mais de 3 quilômetros de distância. Essa arma também tem poder de fogo antiaéreo, podendo derrubar aeronaves. Foi feita para servir de defesa aérea, terrestre e naval.

Mas quando é desviada, ela costuma ser usada por quadrilhas de criminosos especializadas em roubar carros-fortes em rodovias, por exemplo. Esse tipo de ação, no qual bandidos também invadem cidades armados com metralhadoras .50 apoiadas em tripés sobre caminhonetes para roubar bancos, é chamada de 'Novo Cangaço'. O estado de São Paulo já teve registro de casos assim em municípios pequenos.

Já o fuzil automático leve (FAL) de calibre 7,62 é adotado pelo Exército como armamento padrão de combate desde a década de 1960. “O FAL utiliza a munição 7,62x51mm NATO, que concede ao armamento uma alta precisão no engajamento dos alvos e grande letalidade”, descreve um estudo da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Rio. A análise acrescenta que a partir de 2017 teve início uma substituição gradual do FAL por um armamento de calibre 5,56 mm.



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