Reformas em escolas municipais dificultam volta às aulas em Cotia

Secretaria Municipal de Educação lamentou os transtornos e disse que diante do grande número de unidades, não foi possível programar as reformas durante o recesso; confira a reportagem completa e com vídeo de uma das escolas

Imagens da EM Joaquim Pereira enviadas ao Cotia e Cia

Reportagem: Neto Rossi

As aulas da rede municipal de Cotia foram retomadas nesta terça-feira (26), após o recesso de julho. No entanto, alunos de ao menos duas escolas estão enfrentando dificuldades neste reinício do ano letivo. E isso ocorre devido às reformas que começaram e não terminaram.

A Escola Municipal Joaquim Pereira da Silva é uma delas. Os alunos chegaram a ser dispensados nesta terça por causa das condições em que se encontra o interior da unidade. Mas segundo uma funcionária, a Secretaria Municipal de Educação enviou um comunicado avisando que não era para dispensar mais os alunos a partir desta quarta-feira (27).

O comunicado foi feito diretamente pelo secretário e repassado pela supervisão. Eu filmei duas salas de aula que não ficaram prontas [VEJA O VÍDEO ABAIXO]. Nas outras, os ventiladores estão cheios de pó. Tem carteiras do lado de fora, vasos sanitários que não foram colocados nos banheiros. Tem muito entulho na parte de trás da escola e na entrada, perto da primeira sala de aula”, relatou.



Na Escola Municipal Chácara Cantagalo a situação é semelhante. Segundo Fernanda Maria, mãe de  um aluno da unidade, professores estão aconselhando os pais a não levarem seus filhos para a escola enquanto ela estiver em reforma.

“A escola comunicou no grupo que as salas seriam agrupadas e as alimentações seriam dentro da sala de aula. Não teria intervalo por conta da bagunça. A própria professora aconselhou em não mandar os nossos filhos para a escola, pois não é justo com as crianças”, disse. “Elas vão se alimentar dentro da sala de aula porque a escola está com muito pó. Muita bagunça. Os portões estão ficando abertos. O pessoal está trabalhando em horário de aula. Eu mesma não vou mandar meu filho para ficar nessa situação. Essa reforma já tinha sido pedida há muito tempo e só agora estão fazendo”, complementou.

PAI ALEGA QUE NÃO FOI COMUNICADO SOBRE A REFORMA

Eder Dias, pai de um aluno da EM Joaquim Pereira, disse ontem ao Cotia e Cia que não havia sido comunicado sobre a reforma na escola. Tanto é que seu filho foi para a unidade com o TEG (Transporte Escolar Gratuito), que também não foi comunicado que as aulas tinham sido dispensadas, pelo menos até ontem.

“Eles tiveram as férias inteira para reformar a escola e não terminaram no prazo. Eu nem estava sabendo, porque não ligaram, não falaram nada. Tanto que a moça do TEG voltou com meu filho e disse que não ia ter aula porque a escola estava em reforma”, relatou.

Para uma das professoras da escola ouvida pela reportagem, a Secretaria de Educação deveria ter emitido um comunicado e divulgado amplamente para que os pais soubessem que seus filhos não iam ter aula na terça.

“A Secretaria poderia ter emitido um comunicado avisando os pais, mas deixaram chegar a esse ponto e a gente leva a culpa por isso. Eu tive que ficar na esquina da escola avisando os pais. Tentamos ligar, mas nem todos atendem os telefones”, disse.

O QUE DIZ A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

Em nota enviada ao Cotia e Cia, a Secretaria Municipal de Educação informou que no dia 25 de julho (segunda-feira) foi feito um comunicado aos pais e responsáveis dos alunos da Escola Joaquim Pereira, avisando sobre a suspensão das aulas na presente data em virtude da manutenção da escola.

“Essa manutenção está sendo feita agora pois, devido ao grande número de escolas, não é possível realizá-las ao mesmo tempo”, disse.

A Secretaria informou também que todos os transportes escolares foram avisados.

De um modo geral, a Secretaria de Educação explicou que, nos últimos meses, diversas unidades escolares passaram por manutenção simultaneamente. “No entanto, em função do número de unidades, não é possível programar todos os serviços apenas para o período de recesso e/ou de férias escolares”, justificou.

A pasta ainda lamentou os transtornos que são causados na rotina escolar durante a execução dos trabalhos e pediu a compreensão dos pais, responsáveis e colaboradores. “Os transtornos são temporários e o resultado das obras de melhoria será uma rede municipal de educação com unidades escolares de qualidade em suas infraestruturas”, concluiu.



 

 

 

 

 

 

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