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Empresa e prefeitura não cumprem combinado e estradas em Cotia continuam sem pavimentação

Estradas das Pitas, das Piteiras e Vale do Sol, no Jd Caiapiá, já eram para estar asfaltadas desde fevereiro, mas segundo a empresa responsável pelo empreendimento, atraso de cronograma ocorreu em razão da pandemia; TAC firmado entre as partes diz que empresa doaria os materiais e a prefeitura executaria o serviço

Foto: Reprodução



Moradores do Jardim Caiapiá, em Cotia, estão indignados com o não cumprimento da promessa feita pela DGL Urbanismo, proprietária do Loteamento Reserva das Pittas, e Prefeitura de Cotia.

Segundo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2018, em contrapartida com o loteamento que vem sendo construído na região, as estradas das Pitas, das Piteiras e Vale do Sol seriam asfaltadas até meados de fevereiro (relembre aqui). Mas o serviço ainda não ocorreu.

Tudo aqui piorou. Está pior do que antes. Cheio de buracos. Veio o encanamento da Sabesp que só contribuiu para piorar a situação. Toda a entrada da minha casa está sempre cheia de água. Minha casa fica imunda por causa do barro, diz Elsa Ralo, de 78 anos.

O TAC firmado entre o poder público municipal e a empresa determina que a DGL Urbanismo forneça o material e a prefeitura execute a mão de obra.

“Até o presente momento, só foi feito a rede de esgoto que é privada, só para atender o loteamento. Foi conversado sobre as manutenções, ao tempo da passagem da rede, e afirmaram que manteriam as manutenções. No entanto, a estradas estão piores e acarretando problemas até como descarte de lixo entre outros decorrentes pelo abandono”, comenta Claudio Santos, morador da região.

Em janeiro de 2021, os moradores já tinham denunciado a situação das estradas ao Cotia e Cia. Imagens gravadas na ocasião mostravam trechos das vias completamente alagados em épocas de chuva.

Na época, em contato com a reportagem, Pedro Giorgi Júnior, do Departamento de Legalizações da DGL Urbanismo, confirmou que existe o TAC e que o prazo para a execução das obras estava previsto “para poucas semanas”. “A gente vai entregar o empreendimento dentro de um mês e meio, e a execução desse serviço já será iniciada”, garantiu.

O mesmo foi prometido pelo Diretor Executivo do Grupo DGL Urbanismo, Felipe de Lena. Ele detalhou que o serviço ainda não havia saído do papel por exigências da Sabesp. Segundo ele, uma obra de abastecimento realizada pelo Consórcio São Lourenço acabou mudando ‘toda a topografia da região e ficou uma série de problemas pendentes’.

“A gente tinha combinado que o prazo máximo vai até o dia 10, 15 de fevereiro. Esse TAC foi mais um combinado, pois a empresa não tinha obrigação nenhuma de fazer o asfalto e nem de doar o dinheiro para a prefeitura fazer o asfalto do lado de fora, pois o acesso ao loteamento é por outro lugar”, explicou. “Mas nós vamos fazer pela população e pela região”, pontuou, na ocasião.

ATRASO EM RAZÃO DA PANDEMIA

Em contato com o Cotia e Cia nesta sexta-feira (28), Pedro Giorgi Júnior, do Departamento de Legalizações da DGL Urbanismo, explicou que houve atraso no cronograma para a execução da pavimentação das vias em razão da pandemia. Mas ele garantiu que o serviço ainda será executado.

Infelizmente, houve um pequeno atraso de cronograma, mas a gente está seguindo o que está compromissado com a prefeitura. Os moradores de toda a região podem ficar tranquilos que esse serviço será executado, mas reforçando que os materiais para esse asfaltamento e melhoria de vias nós estamos doando e a prefeitura que fará a execução, detalhou.

O representante da DGL Urbanismo amenizou o problema ao dizer que, agora, no período de estiagem, não tem tantas chuvas. “A gente está entrando no período de estiagem, então não tem tantas chuvas, o que facilita e deixa a situação menos problemática. Não tendo chuvas, os moradores não terão tanto problema quanto tinham em razão do barro e da lama.”

Ainda sem um prazo, Pedro Júnior disse que em breve a empresa fará uma reunião com representantes da administração municipal para tratar do problema. “Estamos aguardando a Prefeitura de Cotia para que eles nos avisem também sobre o início pretendido por eles para que a gente possa efetivamente, antes disso, doar o material.”

Procurada, a Prefeitura de Cotia não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Reportagem: Neto Rossi