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Prefeitura corrige informação e diz que PS do Hospital de Cotia ficará aberto ‘até segunda ordem’


Nota foi editada na manhã de hoje (26). Isso significa que quem determinará se o pronto-socorro da unidade fechará ou não as portas para atendimentos pré-hospitalares é o governo de SP 

PS do Hospital de Cotia. Foto: Neto Rossi / Cotia e Cia 



A prefeitura editou o comunicado sobre o fechamento do pronto-socorro do Hospital Regional de Cotia na manhã desta terça-feira (26). Até ontem (25), o texto dizia claramente que o PS seguiria atendendo normalmente os pacientes de portas abertas. Mas agora uma frase muda todo o contexto: “até segunda ordem”. 

Isso significa que quem determinará se o pronto-socorro da unidade fechará ou não as portas para atendimentos pré-hospitalares é o governo de São Paulo, responsável pela administração do HRC.

A nota da prefeitura começa dizendo que prefeitos que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Sudoeste da Grande São Paulo (Conisud) se reuniram na última sexta-feira (22) com o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, para reivindicar a manutenção do pronto-socorro do Hospital Regional de Cotia com as portas abertas. 

O comunicado diz então que “mais cedo, ainda na sexta-feira, aconteceu uma reunião com a Câmara Técnica Deliberativa, composta por secretários municipais de saúde da região, e o projeto de fechamento do pronto-socorro não foi aprovado”

“Diante disto, o Pronto-Socorro do HRC segue atendendo normalmente (até segunda ordem) demanda espontânea por urgência e emergência. O assunto seguirá sendo acompanhado pelos prefeitos e secretários municipais da região.” 

Cotia e Cia entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde para saber se já existe algum posicionamento a respeito. Assim que houver retorno, acrescentaremos aqui. 

ENTENDA O CASO 

A notícia de que o PS do Hospital de Cotia passaria a atender de portas fechadas a partir de fevereiro foi publicada em primeira mão pelo Cotia e Cia na semana passada (RELEMBRE AQUI). 

A reportagem ouviu funcionários da unidade que relataram que a mudança iria ocorrer porque o governo de São Paulo teria reduzido o valor do contrato com o Seconci, entidade responsável pela gestão da unidade em parceria com o estado. 

Dois dias depois de a reportagem ter sido publicada, a Secretaria de Estado da Saúde rompeu o silêncio e afirmou, em nota enviada ao Cotia e Cia, que realmente o PS iria passar por essa mudança. 

Mas a justificativa do estado era devido ao agravamento das infecções causadas pela Covid-19. Por este motivo, segundo a pasta, o PS do hospital passaria “por readequação de seu perfil assistencial” e se tornaria referência para casos da doença. 

De acordo com fontes de dentro do hospital ouvidas pelo Cotia e Cia, a Prefeitura de Cotia já tinha ciência que a mudança iria ocorrer desde novembro e teria pedido três meses de prazo para reestruturar as unidades de saúde da cidade. Questionada, a prefeitura não quis comentar o assunto. 

CONFIRA ABAIXO O COMUNICADO DA PREFEITURA DE COTIA ATUALIZADO 

Na tarde desta sexta-feira (22/01), prefeitos do Conisud participaram de uma reunião com o Secretário Estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, para reivindicar a manutenção do Pronto-Socorro do Hospital Regional de Cotia com as portas abertas. A reunião aconteceu no Palácio dos Bandeirantes. Os prefeitos seguirão acompanhando o assunto de perto. Mais cedo, ainda na sexta-feira, aconteceu uma reunião com a Câmara Técnica Deliberativa, composta por secretários municipais de saúde da região, e o projeto de fechamento do Pronto-Socorro NÃO foi aprovado.

Diante disto, o Pronto-Socorro do HRC segue atendendo normalmente (até segunda ordem) demanda espontânea por urgência e emergência. O assunto seguirá sendo acompanhado pelos prefeitos e secretários municipais da região. 

NOTA DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE 

A Secretaria de Estado da Saúde tem atuado para salvar vidas e combater a pandemia de COVID-19. Com o recrudescimento da doença, o pronto-socorro do Hospital Regional de Cotia passa por readequação de seu perfil assistencial e torna-se referenciado para casos da doença a partir de fevereiro. A partir disso, o fluxo de ingresso de todos os pacientes se dará a partir da rede primária de saúde. A Secretaria mantém uma estratégia especial de gestão de leitos hospitalares, para dar prioridade à internação de pacientes com quadros respiratórios agudos e graves, com suporte da Cross (Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde) para as transferências.