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Ano novo, vida nova! Confira dicas para ajudar as crianças e os pais no primeiro dia de aula

Muitos pais e cuidadores se sentem culpados e querem compensar a falta de com presentes caros ou com tudo que a criança pede.


O texto abaixo é de respondibilidade de Melissa Issler (psicóloga e psicopedagoga do Espaço Vida Saúde e Acolhimento (crp 06/31898)

Para muitos de nós, adultos, essa frase não é bem verdade, mas para muitas crianças pequenas com certeza será! Principalmente aquelas que ingressarão na escola este ano. Seja por que irão para o 1º ano do ensino fundamental, seja por que ingressarão na pré-escola ou na creche. Mas será que podemos fazer alguma coisa para ajudar as crianças e seus pais?

Sim, e muito! Podemos ajudar com diversas dicas que com certeza ajudarão a passar por essa transição de uma forma mais natural e tranquila.

Neste artigo chamaremos de “cuidadores”, os responsáveis legais, pessoas que cuidam como avós, tios, pai ou mãe solo, enfim, aquele que é o responsável direto pela criança.

Nossa primeira dica: você sabia que o sucesso do processo de adaptação depende quase que 90% dos pais ou “cuidadores” da criança?

Explico: a criança neste idade ainda não é capaz de compreender a complexidade do mundo emocional. Logo ela sente o mundo e as pessoas a sua volta através das emoções de seus pais ou “cuidadores”. Desta forma, se quem cuida está tranquilo e seguro da decisão de ser agora o início da vidinha escolar ( ou pré-escolar) da criança, já teremos conseguido percorrer boa parte do caminho de uma forma bem legal. Segurança e tranquilidade são os sentimentos que estarão associados a esta nova etapa. Mesmo que haja um certo “chororo” e tristeza.

Então, vamos lá: Vocês, pais ou cuidadores, estão preparados? Mesmo assim, vamos ajuda-los mais um pouquinho!

Existem vários motivos pelo quais uma criança ingressa na pré-escola.

Necessidade: os “cuidadores” precisam trabalhar. Esse é um “dado de realidade”. Sem trabalho não tem dinheiro, sem dinheiro não dá pra se viver. Mas temos uma boa noticia: a quantidade de tempo que ficamos com nossos filhos não significa ter QUALIDADE. 

Apesar dos pais trabalhadores ficarem fora de casa por longos períodos, o que contará será o tempo que ficam juntos quando chegam em casa. Excelentes pais e mães ou cuidadores não são aqueles que passam 18, 20 ou 24 horas com seus filhos e filhas, mas aqueles “ que o tempo que passam, se dedicam a eles de corpo e alma.” Mas, e a danada da CULPA?

Pois é, muitos pais e cuidadores se sentem culpados e querem compensar a falta de com presentes caros ou com tudo que a criança pede. Infelizmente, isso não resolve. Ao contrário, estabelece uma relação ruim e com baixa qualidade. A criança “aprende” que amar e se relacionar passa pelas coisas e seus valores e não pelas pessoas. Se você precisa trabalhar, se você deseja trabalhar, vá sem culpa! Seu filho ou filha sobreviverá a isso e se tornará um ser humano digno e responsável.

Vá em paz e com a consciência tranquila. Você não está abandonando ninguém. Quando voltar para casa, conviva, cuide, converse, não dê presente! Dê amor, carinho, afeto e atenção.

“Está na idade” ou “precisa conviver com outras crianças”- Este com certeza também é um motivo bem legal e precisa ser respeitado. Sim, conviver com outras crianças e adultos, com certeza ajudará muito no ingresso do seu filhx na escola formal. A criança se sentirá mais segura em diferentes ambientes, terá mais autonomia e independência, além de já iniciar um processo importante de desenvolvimento cognitivo, ou seja, de aprendizagem. 

Aquisição de vocabulário, convivência social, inteligência socioemocional, responsabilidade, autonomia, além da pré-escola ser um laboratório de novas emoções, sentimentos, aprendizagem e experiências que irão contribuir muito na futura vida escolar. 

Se esse é o principal motivo, sugerimos que seja uma escola de meio-período. Sabemos que a escolarização é importante mas a carga horário também deve ser mais leve, se houver condição familiar , tente fazer isso.

Obrigatório pois está na idade limite para 1º ano – Muitas crianças que já estão em idade escolar, o ingresso delas no Ensino Fundamental é obrigatório. (Caso tenha duvida, consulte a Secretaria de Educação - link principal do portal). Mas fique calmo! Isso não é o fim do mundo, na verdade é o começo de uma longa e promissora vida escolar. Todos nós passamos por isso mas cabe aos pais ou cuidadores ajudar as crianças passaram por essa fase de forma tranquila e segura.


Algumas dicas: 

Visite a escola com a criança: faça isso demonstrando que está feliz, seguro e tranquilo com sua escolha. Converse com as pessoas que trabalham na instituição, converse sobre a rotina e procedimentos, anote, tire dúvidas e combine os canais corretos de comunicação entre a escola e a família. Na idade pré-escolar e 1º ano a comunicação com a escola é muito importante. 

Apresente as pessoas à criança assim ela saberá que você “gosta delas”, ela se sentira confortável em gostar delas também. Demonstre que compreende o que ela está sentindo, mas que tudo ficará bem.

Posso levar meu paninho? “ Deixe que a criança leve para escola objetos que sejam símbolos de segurança como peças de roupas, paninhos, fraldinhas, bichinhos ou até as chupetas e mamadeiras ( sem leite, é claro). Chamamos isso de “objetos transicionais” eles ajudam a fazer a transição da presença para a ausência dos pais ou cuidadores. Aos poucos os professores farão essa transição e as crianças deixarão esses objetos em casa.

Lágrimas: Não chore na hora de leva-los para escola! Vocês pais e cuidadores tem que ter certeza da sua escolha! Se a criança compreende o mundo pelas suas emoções, imaginem o que ela irá pensar da escola se você, adulto, estiver chorando? Então, respire fundo, acredite que essa é uma excelente escolha, que este é o momento certo e sinta-se tranquilo e em paz com sua decisão e sua consciência. Mesmo que depois de fechar o portão você se acabe em lágrimas.

Alimentação: converse com a escola sobre alimentação. Se o lanche vem de casa, opte, neste momento, por alimentos que a criança gosta e está acostumada. Mas cuidado com o excesso de alimentos doces e industrializados. Se o alimento é da escola, converse antes sobre eventuais problemas de alimentação que a criança tenha e tente chegar a um acordo. Afinal de contas, imagine a criança passar por todos esses processo e ainda estar sentindo fome?

Outra mudanças: Uma coisa de cada vez! Nesta fase de “adaptação” não tenha presa em tirar as fraldas, mudar de quarto, tirar a mamadeira ou a chupeta, ou fazer qualquer outra mudança brusca na vida da criança. A criança não tem condição nem capacidade emocional para entender muitas coisas ao mesmo tempo. Vá com calma. Quando sentir que já está tudo bem, de mais um tempinho e depois inicie as outras mudanças.

Hora da saída: Esteja na escola 10 minutos antes no horário da saída. É muito importante que alguém conhecido e amado esteja lá no horário da saída nos primeiros dias. Não esqueça que nesta etapa da vida a criança ainda não é capaz de compreender a espera. Se ela ficar esperando seus pais chegarem, vendo que todos seus “amiguinhos” já foram embora, com certeza ela pensará (e sentirá) que foi abandonada. Isso, dificultará o processo de adaptação. Por isso, esteja lá antes dela sair, pelo menos nos primeiro dias. Desta forma, a saída escolar ficará registrado na memória como um momento de felicidade, não angústia e abandono.

Dicas de ouro: Agora falando com os casais: os filhos são dos dois e a responsabilidade com a escola e todos esses processos deve ser dividida entre os dois: mãe e pai. Foi-se o tempo em que escola era um atribuição feminina, por isso, senhores, participem, se responsabilizem e colaborem. 

Como medir a adaptação da criança à escola? O sono. Se a criança dorme bem e tranquila e continuar assim, este pode ser um indicativo bem legal de que ela está em paz. Mas se o sono apresentar alterações muito profundas, muita agitação ,não custa dar um pulinho na escola e ver como as coisas estão. 

Participação: participe de tudo que a escola oferecer. A escola é o “trabalho” da criança. Quanto maior for a sua participação e interesse na vida escolar de seu filho ou filha, maior será a dedicação deles como alunos. Tenha certeza disso!

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