Intervenção para implantação de rede de esgoto foi interrompida, segundo a Sabesp, devido à presença de rochas no subsolo. Moradora relata transtornos, riscos de acidentes e cobra providências
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| Imagens concedidas ao Cotia & Cia |
Fala Cidadão - Uma moradora do bairro Residencial Pastoreiro, conhecido como BQ, em Caucaia do Alto, distrito de Cotia, denuncia as más condições das ruas após a interrupção de uma obra de implantação da rede de esgoto, iniciada no começo de 2026.
Desde o fim de julho, segundo o relato enviado ao Cotia & Cia, os trabalhos estão paralisados, e trechos das vias permanecem com buracos, desníveis e problemas no pavimento.
A situação tem provocado transtornos para quem vive na região, principalmente na rua Jhony Anderson de Oliveira Salvador e no trecho de divisa com a rua Mãe de Jesus dos Santos.
De acordo com Lizandra Sammarco, os buracos são profundos e estão espalhados pelas vias, dificultando a circulação de veículos e pedestres.
Para tentar amenizar os problemas, alguns moradores passaram a colocar pedras nos buracos, na tentativa de reduzir os impactos sobre os veículos. No entanto, com as chuvas, o material acaba se espalhando pela rua, deixando as crateras novamente expostas.
Além dos danos aos veículos, a situação também preocupa os pedestres. Segundo a moradora, para evitar quedas e acidentes nos trechos mais comprometidos, muitas pessoas precisam caminhar pelo meio da rua, dividindo espaço com os automóveis.
Outro motivo de preocupação é uma caixa de escoamento deixada sem tampa durante a intervenção. Conforme seu relato, a estrutura permanece aberta, oferecendo risco de acidentes a quem circula pelo local.
Moradora diz que obra foi suspensa por tempo indeterminado
Ainda de acordo com Lizandra, a movimentação de funcionários no local foi interrompida no fim de julho, quando as equipes teriam comparecido apenas para retirar as máquinas utilizadas na obra.
Questionados pelos moradores sobre a previsão de conclusão dos serviços, os trabalhadores teriam informado que a intervenção estava suspensa por tempo indeterminado, supostamente por falta de recursos.
Desde então, os moradores afirmam que tenta obter esclarecimentos e uma previsão para a recuperação das vias, mas dizem não ter recebido respostas da Prefeitura de Cotia. Alguns chegaram a gravar vídeos mostrando as condições das ruas e divulgaram as imagens nas redes sociais, na tentativa de chamar a atenção do poder público.
A principal cobrança da comunidade é pela recuperação do pavimento e pela conclusão dos serviços, além da adoção de medidas para evitar acidentes nos trechos danificados.
Sabesp aponta interferência de rochas e nega pendências no recapeamento
Procurada pelo Cotia & Cia, a Sabesp informou que a obra faz parte da implantação da rede coletora de esgoto destinada ao Residencial Pastoreiro. Segundo a companhia, a interrupção temporária ocorreu após a identificação de uma interferência de rochas no subsolo, que impede a continuidade das escavações pelos métodos convencionais.
A empresa afirma que são necessários serviços especializados para superar o obstáculo e que está adotando as providências para dar continuidade à intervenção. A previsão é que a obra seja concluída dentro do cronograma de universalização do saneamento, com prazo até 2029.
Sobre as condições das ruas, a Sabesp declarou que as recomposições do pavimento referentes às intervenções sob sua responsabilidade já foram executadas. A companhia também ressaltou que a nova rede de esgoto ainda não está em operação.
Em relação aos danos identificados em alguns pontos, a empresa atribuiu a deterioração do pavimento ao lançamento irregular e recorrente de efluentes diretamente nas vias públicas. Segundo a Sabesp, esses danos, quando decorrentes de fatores externos à execução da obra, não são de sua responsabilidade.
Prefeitura foi questionada
O Cotia & Cia também procurou a Prefeitura de Cotia para obter esclarecimentos sobre as condições das ruas, a situação da caixa de escoamento sem tampa e as medidas previstas para atender às reclamações dos moradores.
Até a publicação desta reportagem, a administração municipal não havia encaminhado resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.
