“Agressor de mulheres”: manifestação mira diretor de empresa em Vargem Grande

Manifestantes levaram cartazes e estenderam uma faixa com a palavra “agressor de mulheres” em frente à DFT Logística; Diogo Freire afirma que vídeo "foi divulgado de forma parcial" e diz que "adotará medidas judiciais"

Imagem: Redes sociais 

Um grupo de manifestantes realizou, nesta terça-feira (20), um protesto em frente à sede da DFT Logística, em Vargem Grande Paulista, para cobrar responsabilização de seu diretor, Diogo Freire Estevão, filmado dando socos em uma mulher nas proximidades da estação Butantã do Metrô de São Paulo, no domingo (18).

A manifestação foi registrada em um vídeo publicado pela página @coletivosubrua nas redes sociais. Nas imagens (veja abaixo), mulheres aparecem segurando cartazes com frases como “Diretor da DFT é agressor de mulher” e pedidos de prisão. Uma faixa extensa com os dizeres “agressor de mulheres” também foi colocada sobre uma mureta em frente à empresa.



O protesto levou para Vargem Grande Paulista a repercussão do episódio ocorrido na capital paulista, que provocou críticas nas redes sociais e manifestações públicas sobre a conduta do empresário.

Diretor contesta divulgação das imagens

Em nota de esclarecimento, Diogo Freire Estevão contestou a forma como o vídeo foi divulgado. Segundo ele, as imagens apresentariam o episódio de maneira parcial e sem o contexto necessário para a compreensão dos fatos.

O empresário afirmou que já solicitou a íntegra do registro audiovisual ao órgão responsável e que está adotando medidas judiciais para apurar os acontecimentos, identificar os envolvidos e buscar eventual responsabilização jurídica.

Na manifestação, Diogo também criticou a divulgação de trechos que considera descontextualizados e declarou que aguardará as conclusões das investigações.

Imagem publicada nos stories do Instagram


Empresa também se manifestou

A DFT Logística, empresa de transportes com sede em Vargem Grande Paulista, divulgou anteriormente uma nota pública sobre o caso. No comunicado, a companhia classificou o episódio como incompatível com os valores que defende e afirmou que não pretende utilizar suas ações ou iniciativas para relativizar o ocorrido ou minimizar sua gravidade.

A empresa declarou ainda que mantém o compromisso com o respeito, a transparência e a integridade, além de informar que aguarda o esclarecimento dos fatos pelas vias legais.

A nota, porém, não detalha eventuais medidas administrativas ou internas relacionadas ao diretor.



O que se sabe sobre a agressão

As imagens que circularam nas redes sociais mostram Diogo desferindo socos contra uma mulher que vestia uma camiseta vermelha, nas proximidades da estação Butantã, na zona oeste da capital paulista.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles com base no boletim de ocorrência, a mulher relatou ter sido alvo de provocações e ofensas antes da agressão. De acordo com seu relato, o episódio teria começado após uma discussão relacionada à cor de sua roupa.

O empresário, por sua vez, alegou ter agido em legítima defesa e afirmou que inicialmente não havia percebido que a pessoa atingida era uma mulher. As versões apresentadas pelas partes integram a apuração do caso.


Polícia Militar apura conduta de agentes

Nesta terça-feira (20), a Polícia Militar de São Paulo informou ter aberto uma investigação preliminar para apurar a conduta dos policiais que atenderam à ocorrência.

Conforme reportagem do Metrópoles, os agentes intervieram no episódio, mas liberaram o empresário no local, sem encaminhá-lo à delegacia. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do atendimento e os procedimentos adotados pelos policiais.

Empresário também é alvo de medida protetiva

O caso ganhou repercussão também em Vargem Grande Paulista porque Diogo Freire Estevão é alvo de uma medida protetiva concedida pela Justiça em outro processo.

A decisão foi motivada por relatos de ameaças contra uma mulher e seu companheiro após um desentendimento envolvendo a esposa do empresário. A medida estabelece restrições de aproximação e contato com as pessoas protegidas.

O processo é distinto do episódio registrado nas proximidades da estação Butantã.

A apuração dos fatos relacionados à agressão e à atuação dos policiais segue em andamento.
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