Decisão foi motivada por relatos de ameaças de morte após uma briga em supermercado da cidade; investigado também teria ameaçado o casal e feito menção a uma arma de fogo
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| Foto: Redes sociais |
Diogo Freire Estevão, gravado dando dois socos em uma mulher no metrô de São Paulo (veja abaixo) no domingo (18), é investigado por outro caso de violência contra mulher. Na semana passada, a Justiça concedeu medida protetiva contra ele após denúncias de ameaças feitas a um casal em Vargem Grande Paulista.
Uma cena revoltante agora a pouco na estação Butantã do metrô. Um homem acabou de agredir uma mulher só porque ela estava com uma camisa vermelha. https://t.co/XkblgPKFZT
— Papai Bozo (@PapaiBozo1) October 18, 2026
De acordo com uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), uma mulher relatou ter se desentendido com Lêda Teixeira Freire, esposa de Diogo, em um supermercado da cidade. A discussão teria começado após um desentendimento relacionado a um convite para um café e evoluído para agressões físicas.
Após o episódio, a mulher afirmou ter recebido ligações de Diogo com ameaças. Segundo a sentença, ele teria dito que ela não sabia com quem estava mexendo e ameaçado agredi-la e matá-la, além de fazer menção a possuir uma arma de fogo. Um áudio da ligação foi anexado ao processo.
O marido da vítima também relatou ter sido ameaçado. Conforme o documento judicial, obtido pelo site Metrópoles, Diogo teria afirmado que gastaria o dinheiro necessário para prejudicar a vida do casal e que ambos poderiam estar mortos caso fossem encontrados por ele.
Em julho, Diogo também teria ido a uma academia de Vargem Grande Paulista por volta das 5h e feito novas ameaças contra as vítimas. A situação teria exigido a intervenção de seguranças do estabelecimento e da Polícia Militar. Desde então, ele estaria proibido de frequentar o local.
A decisão judicial determina que Diogo mantenha distância das vítimas, de seus familiares e das testemunhas. Também proíbe o investigado de frequentar os locais de trabalho e outros endereços mencionados no processo, além de manter contato com os envolvidos por qualquer meio.
A coluna do Metrópoles procurou Diogo para comentar a decisão. Ele orientou que o contato fosse feito com seu advogado, que não respondeu às tentativas de contato.
