MP denunciou cinco policiais civis e outras três pessoas por suposto esquema que usava a estrutura da corporação para abordar cargas de eletrônicos e cobrar propina; 2º DP de Cotia foi alvo de buscas
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| Foto: Google Street Views |
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou cinco policiais civis e outras três pessoas por um suposto esquema de corrupção que utilizava a estrutura da Polícia Civil para abordar cargas de eletrônicos e cobrar propina para liberar mercadorias e motoristas.
A denúncia é um novo desdobramento da Operação Merx, deflagrada em agosto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Civil e o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE).
Cotia aparece entre os municípios atingidos pela investigação. Durante a operação, o 2º Distrito Policial de Cotia foi um dos locais que tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos pelas autoridades.
Segundo o MP, os policiais teriam utilizado a posição que ocupavam, além de sistemas e recursos oficiais, para interceptar caminhões que transportavam produtos eletrônicos introduzidos irregularmente no país. As cargas seriam provenientes do Paraguai e tinham como destino a Grande São Paulo.
Propina poderia chegar a 70% do valor da carga
De acordo com a denúncia, os agentes cobrariam valores para que as mercadorias e os motoristas fossem liberados. Em determinados casos, a propina teria chegado a 70% do valor estimado da carga.
A investigação aponta ainda que, para dar aparência de legalidade às abordagens, parte dos produtos poderia ser formalmente apreendida e registrada em ocorrências. Em outras situações, segundo os investigadores, nenhum registro seria feito e a carga inteira acabaria devolvida após o pagamento.
O MP afirma ter identificado pelo menos quatro episódios desde 2024, com aproximadamente R$ 2,35 milhões em propinas supostamente cobradas pelo grupo.
De acordo com a denúncia, os agentes cobrariam valores para que as mercadorias e os motoristas fossem liberados. Em determinados casos, a propina teria chegado a 70% do valor estimado da carga.
A investigação aponta ainda que, para dar aparência de legalidade às abordagens, parte dos produtos poderia ser formalmente apreendida e registrada em ocorrências. Em outras situações, segundo os investigadores, nenhum registro seria feito e a carga inteira acabaria devolvida após o pagamento.
O MP afirma ter identificado pelo menos quatro episódios desde 2024, com aproximadamente R$ 2,35 milhões em propinas supostamente cobradas pelo grupo.
Acusações
Os cinco policiais foram denunciados por crimes relacionados a corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, além de outros delitos apontados na investigação.
As outras três pessoas denunciadas são acusadas de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
O Ministério Público também pediu à Justiça a aplicação de medidas como a perda dos cargos públicos dos policiais envolvidos e o confisco de bens e valores relacionados aos crimes investigados.
A Promotoria ainda requer a fixação de R$ 2,3 milhões como valor mínimo para reparação dos danos coletivos atribuídos ao esquema.
Os cinco policiais foram denunciados por crimes relacionados a corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, além de outros delitos apontados na investigação.
As outras três pessoas denunciadas são acusadas de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
O Ministério Público também pediu à Justiça a aplicação de medidas como a perda dos cargos públicos dos policiais envolvidos e o confisco de bens e valores relacionados aos crimes investigados.
A Promotoria ainda requer a fixação de R$ 2,3 milhões como valor mínimo para reparação dos danos coletivos atribuídos ao esquema.
Operação Merx
A Operação Merx investigou suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo agentes da Polícia Civil.
Entre os locais que foram alvo dos mandados estavam unidades policiais e endereços ligados aos investigados em municípios da Grande São Paulo. O 2º DP de Cotia esteve entre os pontos alcançados pela operação.
A nova denúncia representa uma etapa posterior da investigação e agora será analisada pela Justiça.
Os denunciados passam a responder às acusações formalizadas pelo Ministério Público, mas a existência da denúncia não significa condenação. Cabe ao Judiciário analisar as acusações e decidir sobre o prosseguimento da ação penal.
