Linha 22-Marrom do Metrô terá audiência pública em Cotia em dezembro

Encontro vai apresentar estudos de impacto ambiental do projeto que prevê ligar Cotia à região de Sumaré, na capital

Foto: Reprodução

O projeto da futura Linha 22-Marrom do Metrô, que deverá ligar Cotia à zona oeste de São Paulo, será tema de audiências públicas em dezembro. Os encontros foram convocados pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) para apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da obra.

A programação prevê reuniões em São Paulo, Osasco e Cotia. No município, a audiência está marcada para o dia 2 de dezembro, às 17h, no Teatro do Colégio Desafio, próximo à futura Estação Portão.

Segundo o cronograma divulgado, também haverá uma audiência no dia 1º de dezembro, às 17h, na Universidade São Judas, unidade Butantã, em São Paulo, perto da futura Estação Vital Brasil. Em Osasco, o encontro está previsto para 2 de dezembro, às 17h, no Teatro do CEU José Saramago, a cerca de 3,5 quilômetros da futura Estação Cohab Raposo.

As audiências têm como objetivo apresentar os estudos ambientais do empreendimento e permitir a participação dos interessados. De acordo com as informações divulgadas, as inscrições deverão ser feitas presencialmente na recepção dos locais dos eventos.

Projeto prevê 19 estações entre Cotia e São Paulo

A Linha 22-Marrom está projetada para ter aproximadamente 29,75 quilômetros de extensão operacional e 19 estações: sete em Cotia, duas em Osasco e dez na capital paulista.

O traçado será subterrâneo e deverá conectar a região de Sumaré, onde haverá integração com a Linha 2-Verde, aos municípios de Osasco e Cotia. O percurso também atenderá áreas próximas à Rodovia Raposo Tavares, à Avenida Escola Politécnica e à Avenida do Rio Pequeno.

O projeto prevê integrações com as linhas 2-Verde, 4-Amarela e 9-Esmeralda, além da futura Linha 20-Rosa. A demanda estimada é de aproximadamente 678 mil passageiros por dia.

Segundo o Metrô, a viagem entre Cotia e Sumaré poderá ser feita em cerca de 42 minutos.

Obras ainda dependem de etapas de aprovação

Em maio de 2026, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) aprovou um estudo de viabilidade para a implantação da linha. A decisão representou um parecer favorável com base no estudo de impacto ambiental encaminhado à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

A realização das audiências públicas é uma das etapas relacionadas à avaliação ambiental do empreendimento. O início das obras, porém, ainda depende do cumprimento das exigências dos órgãos competentes, da conclusão do projeto executivo, da obtenção das licenças necessárias e da viabilização dos recursos para a implantação da linha.
Postagem Anterior Próxima Postagem