Colágeno depois dos 25: o que realmente funciona para manter a pele firme

Na coluna Dermatologia em Evidência, a Dra. Anna Carolina Leibel explica quando a produção de colágeno começa a diminuir, o que pode acelerar esse processo e quais estratégias realmente ajudam a preservar a qualidade da pele

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Dermatologia em Evidência, por Dra. Anna Carolina Leibel

Quando pensamos em envelhecimento da pele, muitas vezes imaginamos algo que começa apenas depois dos 40 ou 50 anos. Mas as mudanças acontecem bem antes disso. A partir dos 25 anos, a produção de colágeno começa a diminuir gradualmente, e esse processo continua ao longo da vida.

O colágeno é uma das principais proteínas responsáveis pela sustentação, firmeza e elasticidade da pele. Com a redução progressiva da sua produção, começamos a perceber, ao longo dos anos, alterações como linhas finas, perda de firmeza, flacidez e mudanças na textura da pele.

Além do envelhecimento natural, alguns fatores podem acelerar a degradação do colágeno. A exposição solar sem proteção é um dos principais deles, mas tabagismo, poluição, alimentação inadequada, privação de sono e estresse oxidativo também contribuem para o envelhecimento cutâneo.

Por isso, quando falamos em manter o colágeno, prevenção é fundamental. O uso diário de protetor solar, associado a uma rotina de cuidados adequada para cada tipo de pele, continua sendo uma das medidas mais importantes para prevenir o envelhecimento precoce.

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E tomar colágeno, funciona? Essa é uma das perguntas que mais aparecem no consultório. Os suplementos de colágeno se tornaram muito populares e, embora existam estudos demonstrando algum benefício para hidratação e elasticidade da pele, esses benefícios são muito pequenos.

O colágeno ingerido é digerido e quebrado em peptídeos e aminoácidos, e não simplesmente transportado diretamente para a pele. Por isso, a suplementação oral não deve ser encarada como a principal estratégia para estimular colágeno ou combater a flacidez.

Na dermatologia, existem diferentes tratamentos capazes de estimular a produção de novas fibras de colágeno. Bioestimuladores, lasers, radiofrequência, ultrassom microfocado e microagulhamento são alguns exemplos. Cada tecnologia atua de maneira diferente, e a indicação deve considerar idade, qualidade da pele, grau de flacidez e objetivo de cada paciente.

Também não existe uma idade exata para começar a estimular o colágeno. Aos 25 ou 30 anos, o foco geralmente está muito mais na prevenção e na manutenção da qualidade da pele do que em realizar tratamentos intensivos. Com o passar dos anos, os protocolos podem ser ajustados de acordo com as mudanças individuais.

E vale lembrar: envelhecer é um processo natural. O objetivo dos cuidados dermatológicos não é transformar um rosto de 40 anos em um de 20, mas preservar a qualidade da pele e permitir que ela envelheça de maneira saudável, bonita e natural.



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