Fogo começou em área particular e avançou em pequena proporção para dentro do parque; brigadistas da Fundação Florestal atuaram no combate às chamas
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| Imagem concedida ao Cotia e Cia |
Dois focos de incêndio foram registrados nos dias 19 e 20 de agosto em uma área particular próxima ao Parque Estadual do Morro Grande, em Cotia (veja o vídeo logo abaixo).
Segundo a Fundação Florestal, responsável pela gestão da unidade, as chamas chegaram a avançar para dentro do parque, mas em pequena proporção, graças à rápida atuação dos brigadistas.
A ocorrência foi registrada inicialmente na quarta-feira (19), por volta das 15h. De acordo com Waldnir Gomes Moreira, gestor do Parque Estadual do Morro Grande pela Fundação Florestal, o fogo foi controlado aproximadamente às 18h45.
No dia seguinte, durante uma vistoria realizada pela equipe para avaliar a área atingida pelo incêndio do dia anterior, os brigadistas localizaram um segundo foco, em uma área próxima ao ponto onde havia ocorrido a primeira ocorrência.
“Na verdade tivemos dois momentos de fogo, um na quarta-feira, dia 19, que teve início por volta das 15h e foi controlado por volta das 18h45, e o outro no dia 20, quando estávamos realizando a vistoria da área do fogo no dia anterior. Justamente para avaliar a proporção localizamos um outro foco com fogo em área lindeira à que tinha ocorrido fogo no dia anterior”, explicou Gomes.
Segundo o gestor, os dois incêndios tiveram início em área particular próxima ao parque e avançaram para dentro da unidade de conservação em uma proporção considerada pequena.
“Ambos ocorreram em área particular próxima ao parque, adentrando no parque em proporção pequena, graças à rápida ação dos brigadistas da Fundação Florestal”, afirmou.
Área atingida ainda não foi calculada
A Fundação Florestal informou que ainda não possui o levantamento definitivo da área atingida pelos incêndios registrados nos dois dias.
Também não há, até o momento, registro oficial de animais mortos em decorrência do fogo. Gomes, entretanto, ressalta que incêndios em áreas de vegetação podem provocar impactos tanto na fauna quanto na flora.
“Não tivemos informações sobre perda da fauna de maneira oficial, mas este tipo de prejuízos à fauna e à flora local infelizmente sempre são altamente comuns nos casos do fogo”, disse.
Além dos impactos ambientais, a Fundação chama atenção para os efeitos da fumaça sobre a população que vive no entorno da área atingida.
“Além do prejuízo à saúde dos moradores do entorno, principalmente as questões respiratórias”, destacou o gestor.
Brigadistas fazem rondas e ações de orientação
Gomes também destacou o trabalho preventivo realizado pela equipe de brigadistas da Fundação Florestal no Parque Estadual do Morro Grande e em seu entorno.
Segundo ele, os profissionais realizam rondas pelo território e desenvolvem ações de orientação junto à população sobre os riscos do uso do fogo.
“Temos uma equipe de brigadistas que tem como objetivo realizar rondas no território do Parque Estadual do Morro Grande e no seu entorno, realizando visitas orientativas referente à não utilização do fogo, assim como o alto risco desta prática para a saúde humana, flora, fauna e a conservação do parque”, explicou.
A atuação da equipe, segundo a Fundação, ganha importância ainda maior neste período devido às condições de estiagem e ao aumento do risco de propagação dos incêndios.
“Temos que destacar que neste ano estamos em um período de estiagem, já na fase vermelha, onde o risco do fogo se propagar com facilidade torna ainda maior”, afirmou Gomes.
Fundação alerta para uso de fogo em terrenos
A orientação da Fundação Florestal é para que moradores não utilizem fogo como forma de eliminar lixo, resíduos provenientes de podas e limpeza de terrenos ou para renovação de pastagens.
“Por isso precisamos da ajuda de todos para que não utilizem o fogo como maneira de eliminar lixo, ou sobra de resíduos verdes ou para renovação de pastagem ou até mesmo na limpeza de terrenos, pois é um risco muito grande”, alertou o gestor.
As imagens registradas no local mostram uma grande quantidade de fumaça saindo da área de vegetação atingida. O relato de André Domingues, membro da ONG SELVA – Sociedade Ecológica Verde e Amarelo e presidente interino do Conselho Municipal de Turismo de Cotia, também aponta para a dimensão da ocorrência.
André esteve no local na quinta-feira (20), quando foi acionado para registrar a situação. Acompanhado pela equipe de brigadistas, ele identificou fumaça saindo do interior da mata e utilizou um drone para observar a extensão da área atingida.
Devido à dificuldade de acesso, a equipe precisou percorrer uma trilha até chegar ao ponto onde os brigadistas iniciaram o trabalho de combate.
André também chamou atenção para a recorrência de queimadas provocadas pela ação humana e para os impactos desse tipo de ocorrência sobre a vegetação e os animais.
Orientação é não tentar combater o fogo sozinho
A Fundação Florestal reforça que a população deve comunicar imediatamente as autoridades ao identificar focos de incêndio, evitando tentar controlar as chamas por conta própria.
“Contamos com a ajuda e colaboração de todos. Observando fogo, liguem para os Bombeiros, Defesa Civil ou a GCM de Cotia”, orientou Gomes.
A recomendação ganha importância especialmente durante períodos de estiagem, quando condições de baixa umidade, altas temperaturas e vento podem contribuir para que um foco inicialmente pequeno se transforme rapidamente em um incêndio de maiores proporções.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) foi procurada para comentar o assunto, mas não retornou o contato da reportagem.
