Imagem histórica da Rua Senador Feijó mostra o centro da cidade na década de 1950 e motivou relatos emocionados de moradores sobre infância, trabalho e a vida
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| Foto: Cotia de Antigamente / Facebook |
Uma fotografia histórica do centro de Cotia, publicada pela página “Cotia de Antigamente”, reacendeu lembranças de moradores que viveram a cidade nas décadas passadas (veja a publicação no final da matéria).
A imagem mostra a Rua Senador Feijó na década de 1950, quando as casas ainda predominavam na paisagem e o comércio começava a surgir na região.
Na foto, aparecem construções de telhados coloniais e poucos veículos circulando pela via. Ao fundo, é possível identificar a tradicional Igreja Matriz de Cotia, que há décadas acompanha as transformações do centro da cidade.
Outro destaque do registro é a caixa d’água inaugurada em 1952, considerada um marco de infraestrutura urbana da época.
A publicação também despertou memórias de moradores que acompanharam de perto essa fase da cidade. Um dos relatos veio de um morador que contou ter nascido em 1958 em uma casa na própria Rua Senador Feijó.
“Nasci em 1958 na nossa casa da Rua Senador Feijó nº 32, atual nº 150. Meu nascimento foi assistido pelo doutor Waldemar Albano e pela parteira Dona Graça Giannetti”, relatou.
Outro morador relembrou o período em que trabalhava no centro de Cotia realizando leitura de contas de energia elétrica. Segundo ele, o trabalho começou ainda na infância.
“Entreguei muitas contas de luz e tirei leitura no centro de Cotia. Nossa agência era na Senador Feijó e nosso chefe era o sr. Bosquette. Trabalhei na rua de 1965 a 1974, do km 21 da Raposo Tavares até o Morro Grande”, contou.
Também surgiram lembranças da infância e das dificuldades da época. Um morador relatou que, quando tinha cerca de 10 anos, ia até a região da igreja para engraxar sapatos e ajudar nas despesas de casa.
“Eu ia engraxar sapato perto da igreja. Era o único jeito de ajudar em casa. Usava congá e tinha apenas um par por ano. Quantas coisas mudaram de lá para cá”, lembrou.
Outro comentário recorda as noites na praça em frente à igreja, onde jovens se reuniam para jogar bola.
“Na praça da matriz nós jogávamos bola toda noite. Eram dois contra dois e os gols eram os próprios bancos da praça. Às vezes ficávamos até a madrugada.”
Os relatos mostram como o centro de Cotia, hoje marcado pelo comércio intenso e pelo grande fluxo de pessoas e veículos, já foi palco de uma rotina muito mais tranquila e comunitária.
