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Sindicato vê risco em retomar aulas em Itapevi sem que todos profissionais estejam vacinados


Além da falta de imunização de todos os profissionais, o Sindiservita também destacou a ausência de EPIs nas unidades; retomada presencial das aulas municipais está prevista para o dia 10 de maio

Foto: Prefeitura de Itapevi 



O Sindicato dos Servidores Públicos de Itapevi (Sindiservita) se posicionou contra a retomada das aulas presenciais da rede municipal ao apontar um sério risco à saúde dos profissionais da educação que ainda não foram vacinados contra a covid-19. O retorno das atividades escolares do município está marcado para o próximo dia 10.

De acordo com o sindicato, além da falta de vacinação, há outros problemas, como falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) nas unidades escolares. Outro ponto que o Sindiservita destaca é que os profissionais que já foram vacinados, ainda não receberam a segunda dose do imunizante.

O presidente do sindicato, Severino Tomé dos Ramos Neto, esteve na Secretaria Municipal de Educação nesta segunda-feira (3) para cobrar essas e outras questões sobre o retorno das aulas de forma segura. Caso os pedidos não sejam atendidos, Severino não descartou a possibilidade de uma greve da categoria.

“Caso não sejamos atendidos de forma razoável em nosso pedido para um novo estudo a fim de uma volta às aulas segura, seguiremos exemplos de cidades vizinhas como Barueri, onde os trabalhadores da Educação iniciaram uma greve contra o descaso da prefeitura com os profissionais”, disse.

Segundo a Prefeitura de Itapevi, as regras do retorno das aulas exigem que o limite da capacidade das salas seja de 35%. A prefeitura também destacou que a rede disponibilizará álcool em gel nas 530 salas das 68 escolas municipais.

Leia abaixo o manifesto do Sindiservita na íntegra

Levando em conta as enormes incertezas que a pandemia, ainda sem controle e com números alarmantes de mortes, batendo recordes nefastos de perdas de vidas preciosas dia após dia, aliadas às dificuldades enfrentadas em relação à vacinação da população como um todo, este Sindicato pede de forma categórica para a Administração Municipal realizar uma revisão das normas estabelecidas, uma vez que acreditamos que a segurança epidemiológica ainda não seja suficiente para o retorno presencial mesmo que mínimo.

Com base nos dados sobre o avanço da pandemia no município e no País, consideramos de fundamental importância um aprofundamento especializado nas formas de conduzir o processo educativo, em que absolutamente nenhum risco à saúde possa ser considerado plausível de ocorrência.

Nenhum Servidor público, consciente de suas responsabilidades, deixaria de exercer suas funções com respeito às normas e com total compromisso em relação a comunidade na qual está inserido. Parte de sua premissa reside na responsabilidade, sobretudo no que tange ao cuidado com o outro, com seus pares e com sua população servida.

Neste sentido, a preservação irrestrita do bem-estar social, da conquista da cidadania e do pleno desenvolvimento humano, passa obrigatoriamente por sua autopreservação e respeito à ideia de que todas as vidas são importantes e plausíveis de toda forma de planejamento que vise sua total segurança.

Preservar o Servidor da Educação é garantir a excelência do serviço prestado à população. Para tanto, pedimos encarecidamente um olhar mais atento à possibilidade de todo o processo pedagógico se dar 100% em formato home office, até que a segurança em relação à pandemia esteja em níveis altos e a vacinação esteja disponível para todos os Servidores e a comunidade escolar.

Com isto, esperamos dar tranquilidade aos trabalhadores, alunos, pais, famílias, comunidade escolar e demais segmentos da sociedade. Assim possibilitaremos que sejam alcançadas as metas educacionais de desenvolvimento humano e intelectual, sem nenhuma nuvem de incerteza e preocupação que possam colocar em xeque sua segurança sanitária.

Colocamo-nos inteiramente à disposição para discussões e colaborações que levem a alternativas seguras e funcionais à Pasta da Educação.