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PF deflagra operação para desarticular esquema de fraude no INSS de Cotia, Itapevi e Carapicuíba

Ação cumpriu 11 mandados, sendo dois de prisão preventiva, um de prisão temporária e oito de busca e apreensão

Foto: Reprodução / Polícia Federal


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (26) uma operação nas cidades de Cotia, Itapevi e Carapicuíba para desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes e corrupção em agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a PF, o grupo é formado por empregados públicos em exercício há pouco mais de um ano, advogados e intermediários.

Os policiais federais deram cumprimento a 11 mandados, expedidos pela 1ª Vara Federal de Osasco, sendo dois de prisão preventiva, um de prisão temporária e oito de busca e apreensão em agências do INSS, escritórios e residências dos envolvidos.

As investigações foram realizadas por meio da Força-Tarefa Previdenciária em São Paulo, composta pela Polícia Federal e Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista do Ministério da Economia, e contou com a colaboração do INSS e da AGU.

O ESQUEMA

No decorrer das investigações, a PF descobriu que os suspeitos se aproveitavam de pessoas humildes, sem acesso a computadores, smartphones, scanners e internet, as quais tinham que se dirigir ao INSS para serem atendidas e terem seus documentos digitalizados.

Segundo a PF, o agente público envolvido atendia essas pessoas, mas deixava de anexar os documentos escaneados no processo concessório digital, de modo a provocar o seu indeferimento.

As pessoas, lesadas com o indeferimento, voltavam ao INSS e procuravam o funcionário, o qual apontava um escritório de advocacia, do qual era sócio, como solução.

Se o atendimento fosse bem prestado, a concessão do benefício, que deveria ser gratuita e mais célere, ocorria muito tempo depois, mediante uma decisão judicial, com incidência de honorários advocatícios arcados pelos segurados.

Durante as investigações, também foram encontrados indícios de falsificação de documentos, que foram ou seriam usados em estelionatos previdenciários, bem como de corrupção.

Segundo a PF, houve o recebimento de vantagens indevidas pelo empregado público, que fornecia informações privilegiadas ou agilizava processos para escritórios de advocacia.