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Hospital Regional de Cotia flexibiliza novamente atendimento no pronto-socorro


Portas do PS estavam abertas, mas funcionárias, do lado de fora, orientavam pacientes a procurarem as UPAs. No entanto, elas disseram que a unidade não está negando atendimentos para ninguém; no início da semana, o Estado comunicou que o PS só iria atender de portas fechadas

Estado não explicou o motivo da mudança. Foto: Neto Rossi / Cotia e Cia 


Funcionárias que realizam uma espécie de triagem em frente a entrada do pronto-socorro do Hospital Regional de Cotia (HRC) estão orientando pacientes, que apresentam casos mais leves, a procurarem as unidades de saúde do município. No entanto, elas confirmaram que o PS não está negando atendimento.

A informação é diferente da que foi passada pelo governo de São Paulo no início da semana. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o pronto-socorro só iria atender, a partir do dia 1º de fevereiro, de portas fechadas em razão do agravamento da Covid-19, já que o hospital é referência no combate à doença.

“Com o recrudescimento da doença, o pronto-socorro do Hospital Regional de Cotia passa por readequação de seu perfil assistencial e intensificará a realização da triagem por classificação de risco e orientará os pacientes também sobre a disponibilidade de outros serviços de saúde da rede primária de saúde, apropriados para casos mais leves. A medida visa priorizar o atendimento a casos graves e gravíssimos nos hospitais mais capacitados e equipados", explicou a secretaria na ocasião.

Mas não foi o que o Cotia e Cia presenciou nesta sexta-feira (5). As portas do PS, diferentemente de segunda-feira, estavam abertas e havia pacientes do lado de dentro. “Nós não estamos de portas fechadas, estamos readequando o serviço e atendendo casos de extrema urgência e casos referenciados. Mas não impede de o paciente chegar aqui na porta e receber o atendimento. A gente não está negando atendimento, estamos readequando o serviço para atender casos mais graves”, disse uma assistente social do HRC.

Cotia e Cia procurou a Secretaria Estadual da Saúde para entender o motivo da mudança novamente, mas a pasta, desde quarta-feira (3), estava ‘apurando as informações’ e não respondeu até a tarde de hoje.