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Oito cães ficam abandonados após demolição de casas em Cotia; Zoonoses disse que vai até o local

Os cachorros estão sendo cuidados por moradores do bairro; Regiane, vizinha do terreno, explica que local já está abandonado há tempos e que esse problema acontece com certa frequência

Foto enviada por Regiane, moradora do Jd Araruama e vizinha do terreno

Oito cães ficaram abandonados após a demolição de três casas que ficam dentro de uma chácara localizada no Jd. Araruama, em Cotia. Segundo Regiane de Arruda Santos, vizinha do terreno, as pessoas que moravam nestas casas saíram do local há três semanas e deixaram para trás os animais.

“Sempre fazem isso nessa chácara abandonada, eu já estou com quatro gatos, todos eles foram deixados nela. Infelizmente, não tenho condições de ficar com os cachorros. Meus gatinhos estão todos castrados e devidamente vacinados. Preciso de ajuda, não sei o que fazer, eu levo comida para eles e água. Meu coração está partido”, disse Regiane.

De acordo com ela, o terreno, por ser abandonado, virou uma espécie de local onde as pessoas deixam cachorros, gatos e até cavalos. “Até cavalo já abandonaram com o fêmur quebrado. O cavalo morreu e ninguém nos ajudou. A gente teve que enterrar o cavalo.”

Cotia e Cia entrou em contato com o Departamento de Zoonoses do município nesta tarde. Por meio da assessoria de imprensa, o órgão disse que não tinha conhecimento do caso, mas garantiu que uma equipe com viatura será programada para ir ao local nesta sexta-feira (29).

ONGs saturadas

Antes de a reportagem fazer contato com o Departamento de Zoonoses, Regiane explicou que tinha se comunicado com inúmeras ONGs protetoras de animais, mas sem sucesso. “Elas [ONGs] sempre me ajudaram, mas elas não têm mais espaços para abrigarem esses animais abandonados.”

Uma das ONGs que a moradora procurou foi a Organização dos Protetores de Animais (OPA!). A reportagem conversou com Valdete Bigarelli, uma das integrantes da organização, que explicou a situação da entidade.

“As protetoras estão superlotadas. Tem uma com 100, outra com 80, outra com 120… quando nós fizemos o estatuto da ONG a nossa meta era a castração em massa. Optamos por não ter canil e ajudar as protetoras como a gente faz. Ajudamos com ração, parte clínica, cirurgias, atendimentos, enfim, é com isso que a gente pode ajudar”, disse.

“Mas não tem lugar, infelizmente, para os animais serem recolhidos. Isso é muito triste, isso me dói muito. É uma sensação de impotência, de não poder tirar do lugar porque não tem onde colocar”, completou.


Reportagem de Neto Rossi