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Declaração vacinal pode ser entregue até dois meses após matrícula escolar em Cotia

Confusão ao comunicar os pais gerou filas e aglomerações em unidades de saúde 

Filas em UBSs foram formadas por falta de comunicação. Foto: Reprodução / Facebook



Muitos pais enfrentaram filas e aglomerações nesta segunda-feira (14/12) em unidades de saúde de Cotia. Isso ocorreu devido a busca da declaração da situação vacinal exigida para fazer matrícula ou rematrícula dos alunos em escolas da rede municipal. Acontece que o documento pode ser entregue até 60 dias depois, ou seja, ao fazer a matrícula ou rematrícula, os pais têm esse prazo para levar a declaração até a unidade escolar do filho. 

No entanto, algumas escolas estavam informando que era necessário levar o documento no ato da matrícula. Após imagens de aglomeração em postos de saúde que circularam pelas redes sociais, algumas unidades enviaram a seguinte mensagem aos pais: “Devido às filas e a grande demanda nos postos de vacinação, a SME (Secretaria Municipal de Educação) solicita que prorroguem o prazo aos pais até 31/03/2021,para a entrega da declaração de vacinação.” Mas também não é verdade. 

A Secretaria de Educação de Cotia explicou ao Cotia e Cia que a caderneta de vacinação desatualizada não proíbe a matrícula/rematrícula do aluno, no entanto, dá um prazo de 60 dias para que o responsável apresente a declaração. Caso não o faça, “o Conselho Tutelar será acionado pela unidade escolar”. 

“A necessidade de apresentação de uma declaração vacinal para as escolas é uma determinação do Governo do Estado. A rede municipal está comunicando aos pais sobre a necessidade da declaração, desde o mês de outubro. Para evitar qualquer possibilidade de erro na leitura da caderneta, cabe a um profissional da atenção básica emitir esta declaração de situação vacinal, e não à escola”, disse em nota. 

Documento oficial esclarece sobre o prazo da declaração vacinal 



Sobre a mensagem enviada aos pais, dizendo que o prazo era até 31 de março do ano que vem, a secretaria disse que não reconhece a veracidade da mensagem e que a comunicação com as escolas foi feita por meio de ofício, “dando as orientações à equipe escolar sobre a exigência da declaração da situação vacinal dos alunos e sobre como proceder em caso de falta deste documento”.