Ação da Polícia Civil e do Ministério Público do Paraná mobilizou mais de 500 agentes em três estados e investiga tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos
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| Foto: Divulgação / Polícia Civil do Paraná |
Uma megaoperação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e do Ministério Público do Paraná (MPPR) prendeu 106 pessoas na manhã desta quarta-feira (14), em uma ação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. Cotia está entre os municípios onde foram cumpridos mandados.
A operação mobilizou mais de 500 policiais e teve diligências no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo. Ao todo, foram cumpridos 92 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão. Entre os presos está uma advogada de Realeza, no Sudoeste do Paraná, suspeita de manter vínculos com o grupo.
Segundo a PCPR, as diligências contaram com agentes de diferentes unidades policiais, além do apoio das polícias Militar e Penal do Paraná, da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Militar de São Paulo. Cães farejadores também participaram das buscas.
Além de Cotia e São Carlos, em São Paulo, e Abelardo Luz, em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos em 20 municípios do Paraná: Clevelândia, Pato Branco, Francisco Beltrão, Palmas, Coronel Vivida, Realeza, Santa Izabel do Oeste, Dois Vizinhos, Cascavel, Curitiba, Piraquara, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Capanema, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste, Itaipulândia, Santa Helena, Barracão e Cruzeiro do Oeste.
Durante as buscas, os policiais apreenderam celulares, aproximadamente um quilo de maconha, mais de 300 gramas de cocaína, três armas de fogo, munições e documentos. Em Curitiba, também foi encontrada uma estufa com 38 pés de maconha.
De acordo com a Polícia Civil, os materiais ilícitos encontrados durante as diligências levaram à prisão em flagrante de outras 14 pessoas.
Investigação começou após crimes violentos
A investigação teve início em Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, após a apuração de crimes violentos atribuídos ao grupo, incluindo tortura e cárcere privado de pessoas acusadas pelos integrantes de traição.
Segundo a PCPR, a organização também ameaçava pessoas com dívidas relacionadas ao tráfico de drogas. O grupo transportava entorpecentes entre municípios, mantinha locais de armazenamento e controlava pontos de venda. As lideranças negociavam grandes quantidades de cocaína, crack e maconha para distribuição em diferentes regiões, com preços tabelados.
A delegada Alini Simadon explicou que a análise de celulares clandestinos apreendidos em uma penitenciária do Sudoeste do Paraná ajudou a identificar a estrutura da organização e a origem das ordens para a prática de crimes.
“Com os dados obtidos foi possível revelar uma organização criminosa estruturada e sem fronteiras, pois o comando partia de dentro do sistema prisional e as ordens chegavam às ruas de dezenas de cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo”, afirmou.
Grupo mantinha estrutura dentro dos presídios
Conforme a investigação, a organização mantinha uma estrutura de poder dentro das unidades prisionais, com integrantes responsáveis por fiscalizar regras internas, julgar supostas infrações e aplicar castigos físicos.
Outros membros cuidavam de esconder e fazer circular celulares e roteadores entre as celas, garantindo a comunicação com pessoas do lado de fora. Segundo a polícia, familiares e colaboradores também auxiliavam o grupo, inclusive no transporte de drogas durante visitas a presos.
Conforme a investigação, a organização mantinha uma estrutura de poder dentro das unidades prisionais, com integrantes responsáveis por fiscalizar regras internas, julgar supostas infrações e aplicar castigos físicos.
Outros membros cuidavam de esconder e fazer circular celulares e roteadores entre as celas, garantindo a comunicação com pessoas do lado de fora. Segundo a polícia, familiares e colaboradores também auxiliavam o grupo, inclusive no transporte de drogas durante visitas a presos.
Investigação apura lavagem de dinheiro
A PCPR também identificou um esquema de movimentação financeira para dificultar o rastreamento dos recursos obtidos com o tráfico. De acordo com a delegada, familiares de presos movimentavam valores por meio de transferências via PIX para contas de terceiros, com depósitos fracionados e saques realizados rapidamente.
A investigação apontou ainda o uso de uma empresa de fachada do setor de transportes para receber pagamentos relacionados a cargas de drogas. As movimentações eram registradas em planilhas de controle financeiro.
A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário das contas investigadas e o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos. As investigações continuam.
A investigação apontou ainda o uso de uma empresa de fachada do setor de transportes para receber pagamentos relacionados a cargas de drogas. As movimentações eram registradas em planilhas de controle financeiro.
A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário das contas investigadas e o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos. As investigações continuam.
