Quadrilha enganava correntistas ao se passar por gerentes bancários, obtinha dados de acesso e fazia transferências via Pix
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| Foto: Divulgação / SSP |
A investigação foi coordenada pelo delegado Adair Marques, do SIG-Carapicuíba, e resultou na prisão de seis homens. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam 29 celulares, 26 chips de telefonia, anotações e dois veículos.
Segundo a investigação, o grupo atuava de forma organizada e dividia as funções. Os integrantes entravam em contato com vítimas de diferentes regiões do país, se passavam por funcionários de bancos e utilizavam informações pessoais para conquistar a confiança dos clientes. Depois, buscavam obter dados e senhas que permitissem o acesso às contas bancárias e a realização de transferências fraudulentas.
As investigações começaram após uma vítima registrar prejuízo de R$ 53.136,32 em transferências via Pix. A partir do caso, os policiais identificaram a possível participação de outros integrantes e chegaram à chácara localizada no bairro Caioçara, em Jarinu.
No local, os agentes encontraram os seis homens e duas mulheres. Segundo o boletim de ocorrência, as mulheres foram ouvidas como declarantes e não foram presas por falta, naquele momento, de elementos suficientes para responsabilizá-las criminalmente.
Durante os interrogatórios, alguns dos presos admitiram participação no esquema e relataram a existência de diferentes funções dentro do grupo. Um deles afirmou, segundo a polícia, que receberia 30% dos valores obtidos nas fraudes.
A Polícia Civil aponta que a estrutura contava com pessoas responsáveis pela obtenção de dados das vítimas, operadores encarregados da abordagem e do convencimento, integrantes com conhecimento técnico para acessar aplicativos bancários e outros responsáveis pela movimentação dos valores.
Os seis homens foram autuados por organização criminosa e fraude eletrônica. A autoridade policial também representou pela conversão das prisões em flagrante em prisões preventivas.
A perícia nos equipamentos apreendidos deverá auxiliar no avanço das investigações, que podem identificar outras vítimas e integrantes do grupo.
