Dados da Prefeitura mostram que primeira e segunda doses da tríplice viral não atingiram os 95% recomendados pelo Ministério da Saúde
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| Foto: Governo de SP |
A cobertura vacinal contra o sarampo está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde em Cotia. Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde ao Cotia & Cia mostram que tanto a primeira quanto a segunda dose da vacina tríplice viral estão abaixo dos 95% considerados necessários para ampliar a proteção da população.
Em 2026, até o momento, a cobertura é de 81,35% para a primeira dose e de 62,11% para a segunda.
Os índices também ficaram abaixo da meta nos anos anteriores. Em 2025, a primeira dose chegou a 90,15% e a segunda a 75,43%.
A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Segundo a Secretaria de Saúde, na infância, a primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Para pessoas de 12 meses a 29 anos, são recomendadas duas doses. Entre 30 e 59 anos, é indicada uma dose, enquanto profissionais de saúde devem ter duas doses registradas.
Cotia não tem casos de sarampo em investigação
Apesar da cobertura abaixo da meta, a Prefeitura informa que não há casos de sarampo em investigação atualmente no município.
Segundo consulta ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), realizada pela Secretaria Municipal de Saúde nesta quinta-feira (13), o último caso registrado em Cotia ocorreu em novembro de 2020.
O cenário, porém, reforça a importância da vacinação, principalmente diante da circulação do vírus em outras regiões.
Vacinação continua nas UBSs
A Prefeitura informou que mantém a vacinação de rotina contra o sarampo em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Cotia.
A orientação é que moradores verifiquem a situação vacinal e procurem uma UBS levando a caderneta de vacinação e um documento de identificação com foto. A equipe de saúde poderá conferir o histórico e orientar sobre eventuais doses necessárias de acordo com a idade e as recomendações atuais.
A Secretaria Municipal de Saúde destaca que a manutenção de altas coberturas vacinais é uma das principais estratégias para reduzir o risco de surtos e impedir a reintrodução e circulação do vírus.
Veja quais são os sintomas do sarampo
O sarampo pode começar com febre alta, geralmente acima de 38,5°C, acompanhada de tosse, coriza e irritação ou vermelhidão nos olhos, informa a Secretaria da Saúde. Um dos sinais mais característicos é o surgimento de manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto e depois se espalham pelo corpo.
A transmissão ocorre principalmente por meio das secreções respiratórias de uma pessoa infectada. Por isso, uma pessoa com sintomas compatíveis com a doença deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e evitar o contato com outras pessoas enquanto houver suspeita de sarampo. O diagnóstico é confirmado por avaliação clínica e exames laboratoriais.
O sarampo também pode provocar complicações, entre elas pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro. Crianças pequenas e pessoas com baixa imunidade estão entre os grupos que podem apresentar maior risco de complicações.

