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Afastado pela Justiça, Franco diz que vai tirar férias por 15 dias e deseja que Castor faça ‘um grande mandato’


Em live no Facebook, Franco criticou a oposição e disse que tudo não passou de ‘perseguição política’; Castor tomou posse da Prefeitura de Cotia nesta terça-feira (15); Franco reassume o cargo em 1º de janeiro de 2021 

Rogério Franco deixa o cargo, mas reassume em 2021



Afastado da Prefeitura de Cotia por determinação da Justiça, Rogério Franco (PSD) disse em live realizada na noite desta terça-feira (15/12) que vai tirar férias nesses 15 últimos dias de 2020. O presidente da câmara municipal, Dr. Castor Andrade (PSD), baixou um decreto ontem para tomar posse e assumir o cargo máximo do governo municipal. 

“Vou tirar férias por esses 15 dias. Vou dar total liberdade ao atual prefeito para que ele possa montar seu time levar as pessoas de confiança e fazer a gestão da cidade de acordo com o que ele tem planejado para esses dias”, disparou. 

Franco explicou que o julgamento não interfere no próximo pleito, ou seja, como foi reeleito, ele assume a prefeitura novamente a partir do dia 1º de janeiro de 2021. Ele também disse que colocou todo o secretariado à disposição do atual prefeito em exercício. 

“Já coloquei à disposição todo secretariado para que ele possa fazer um grande mandato nesses 15 dias. Que ele possa atingir o objetivo da população da nossa cidade.” 

Franco chamou o processo jurídico de ‘perseguição política’ e atribuiu a cassação de seu mandato a ‘armação da oposição’. 

“Nós sofremos uma perseguição política desde o dia 1º de janeiro de 2017, quando nós assumimos a prefeitura. Nada tem a ver com corrupção. Foi apenas uma perseguição política, uma armação da oposição”, disse. 

“O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) cassou o nosso mandato de 2017, que vence dia 31 de dezembro agora. Ainda temos recursos que estão em andamento, mas enquanto esses recursos não são julgados, a Justiça Eleitoral comunicou a câmara de Cotia para o meu imediato afastamento.” 

Entenda 

No mês passado, o TRE-SP havia determinado a cassação dos mandatos do prefeito Rogério Cardoso Franco, e de seu vice, Almir Rodrigues da Rocha (PSDB), por abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral de 2016. 

O tribunal decidiu afastar a inelegibilidade dos dois, contrariando decisão de primeira instância — que havia impedido ambos a disputarem as eleições nos oito anos seguintes à eleição em que ocorrem os abusos. 

Nas eleições deste ano, Franco foi reeleito prefeito com 57.059 votos, que representa 49,30% dos votos válidos.