Menopausa: o que acontece com o corpo feminino nessa fase?

Entenda as principais transformações provocadas pelas alterações hormonais e como alimentação, exercício e acompanhamento adequado podem ajudar a atravessar essa fase com mais saúde e qualidade de vida

Imagem: Reprodução 

Nutrição Modo On, por Grazi Fernandes 

Calorões, dificuldade para dormir, alterações de humor, ganho de gordura abdominal, perda de massa muscular, mudanças na libido… Afinal, o que acontece com o corpo feminino nessa fase?

Antes de tudo, é importante entender que menopausa não é uma doença. É uma etapa natural da vida da mulher, relacionada à redução da função dos ovários e à queda progressiva da produção de hormônios, principalmente o estrogênio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a menopausa natural ocorre, na maioria das mulheres, entre 45 e 55 anos e é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação, quando não existe outra causa para essa ausência.

MENOPAUSA, CLIMATÉRIO E PERIMENOPAUSA NÃO SÃO A MESMA COISA

O climatério é uma fase mais ampla de transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo da mulher.

Dentro dessa transição, encontramos a perimenopausa, período em que começam a aparecer alterações no ciclo menstrual e outros sintomas relacionados às oscilações hormonais.

A menopausa, por sua vez, corresponde à última menstruação e só pode ser confirmada retrospectivamente, depois de 12 meses sem menstruar.

Depois disso, entramos na pós-menopausa.

POR QUE APARECEM TANTOS SINTOMAS?

Os hormônios femininos não atuam apenas no sistema reprodutivo. O estrogênio possui efeitos em diferentes tecidos do organismo. Por isso, sua redução pode estar associada a mudanças que vão muito além da menstruação.

Entre os sintomas mais conhecidos estão os fogachos, os famosos calorões, o suor noturno, além de alterações do sono, mudanças de humor, ressecamento vaginal e desconforto durante as relações sexuais.

Mas nem todas as mulheres apresentam os mesmos sintomas ou com a mesma intensidade. Algumas atravessam essa fase com poucas manifestações, enquanto outras têm sintomas capazes de interferir significativamente na qualidade de vida.

E O CORPO TAMBÉM MUDA?

Sim. E essa é uma parte importante da menopausa que muitas vezes acaba resumida simplesmente como “ganhar peso”.

Durante o envelhecimento e a transição para a menopausa, podem ocorrer mudanças na composição e na distribuição da gordura corporal, além de alterações metabólicas. Ao mesmo tempo, a integridade da massa muscular, bem como a saúde óssea, precisam de mais atenção.

A perda de densidade mineral óssea após a menopausa contribui para o aumento do risco de osteoporose e fraturas.

A saúde cardiovascular também entra nessa conversa. Por isso, pressão arterial, colesterol, glicemia, alimentação, atividade física, tabagismo e outros fatores de risco precisam ser observados ao longo dessa fase.

ONDE ENTRAM ALIMENTAÇÃO E EXERCÍCIO?

Aqui existe uma mensagem importante: não existe um único alimento ou suplemento capaz de “tratar a menopausa”. A estratégia deve olhar para o conjunto.

Uma alimentação adequada ajuda no controle do peso e da composição corporal, na saúde intestinal e cardiometabólica e na oferta de nutrientes importantes para músculos e ossos.

Proteína suficiente, fontes de cálcio, frutas, verduras, legumes, fibras e uma alimentação nutricionalmente adequada passam a ter ainda mais importância.

Da mesma forma, a atividade física, especialmente o treinamento de força, torna-se uma grande aliada na manutenção da massa muscular, da funcionalidade e da saúde óssea.

E A REPOSIÇÃO HORMONAL?

A terapia hormonal da menopausa pode ser indicada para determinadas mulheres, após avaliação médica individualizada.

MENOPAUSA NÃO SIGNIFICA O FIM

Ela é uma transição fisiológica que também pode funcionar como um importante momento para reavaliar a saúde e preparar o organismo para as próximas décadas.

A mulher não precisa aceitar sintomas incapacitantes como se fossem simplesmente “coisas da idade”. Ao mesmo tempo, também não precisa enxergar a menopausa como uma doença.

Informação, acompanhamento adequado, alimentação, exercício e tratamento individualizado, quando necessário, podem transformar completamente a maneira como essa fase será vivida.



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