Senival Moura foi detido durante uma operação que apura lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e a infiltração do PCC no sistema de transporte público de SP
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| Foto: Câmara de SP |
O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso na manhã desta quinta-feira (25) durante a Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para desarticular um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.
Em seu sexto mandato na Câmara Municipal, Senival é apontado pelos investigadores como o "dono oculto" da empresa de ônibus Transunião e uma das principais lideranças do esquema criminoso.
Segundo as investigações, ele exerceria influência direta sobre decisões empresariais e financeiras da companhia, que opera 51 linhas de ônibus e transporta cerca de 389 mil passageiros por dia, principalmente na Zona Leste de São Paulo.
Além do parlamentar, foram presos Jair Ramos de Freitas, conhecido como "Cachorrão", apontado como diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento, o "Sapo", motorista e homem de confiança do vereador.
Além do parlamentar, foram presos Jair Ramos de Freitas, conhecido como "Cachorrão", apontado como diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento, o "Sapo", motorista e homem de confiança do vereador.
Também são alvos de mandados de prisão Lourival Monário, conhecido como "Orelha", atual presidente da Transunião, e Leonel Moreira Martins, o "Cabeça Branca", apontado como interlocutor da facção dentro da empresa.
De acordo com o MP-SP e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), mensagens interceptadas mostram que repasses financeiros e decisões estratégicas da companhia dependiam da autorização de Senival Moura, identificado pelos apelidos de "presidente", "véio", "velhinho" e "vereador".
As autoridades afirmam que a Transunião era utilizada como uma engrenagem para lavagem de dinheiro do PCC. Apenas em 2025, a empresa recebeu mais de R$ 300 milhões do sistema municipal de transporte.
De acordo com o MP-SP e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), mensagens interceptadas mostram que repasses financeiros e decisões estratégicas da companhia dependiam da autorização de Senival Moura, identificado pelos apelidos de "presidente", "véio", "velhinho" e "vereador".
As autoridades afirmam que a Transunião era utilizada como uma engrenagem para lavagem de dinheiro do PCC. Apenas em 2025, a empresa recebeu mais de R$ 300 milhões do sistema municipal de transporte.
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| Foto: Polícia Civil |
A investigação teve origem em 2020, após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião.
Durante as apurações, documentos atribuídos ao PCC indicaram que Adauto e Senival Moura teriam sido condenados pela facção por supostos desvios de recursos.
Segundo o Ministério Público, Adauto teria destinado parte do dinheiro da empresa para financiar um caixa dois eleitoral ligado à campanha de reeleição do vereador.
Os promotores sustentam que, após a execução de Adauto, o PCC nomeou integrantes de sua confiança para assumir o controle da empresa e garantir a continuidade do fluxo financeiro para a organização criminosa. Jair Ramos de Freitas, um dos presos nesta quinta-feira, é apontado como o responsável pelos disparos que mataram o ex-presidente da viação.
Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 194,4 milhões em contas bancárias dos investigados, além do sequestro de 21 imóveis, 117 veículos e três embarcações. Os alvos são investigados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas.
As apurações indicam ainda que a estrutura societária da Transunião teria sido fraudada para permitir sua participação em licitações municipais. Segundo os investigadores, o capital social da empresa saltou de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões sem comprovação da origem dos recursos.
Para evitar interferências nas investigações, a Justiça determinou o afastamento imediato da diretoria e dos administradores da Transunião. A Prefeitura de São Paulo foi comunicada da decisão e deverá adotar medidas para garantir a continuidade da operação das linhas de ônibus.
Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informaram que o serviço segue funcionando normalmente, sem prejuízo aos passageiros. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou acompanhar o caso e declarou que eventuais medidas administrativas serão adotadas após a notificação oficial da decisão judicial.
Até a publicação desta reportagem, a defesa do vereador Senival Moura não havia se manifestado sobre as acusações.
Os promotores sustentam que, após a execução de Adauto, o PCC nomeou integrantes de sua confiança para assumir o controle da empresa e garantir a continuidade do fluxo financeiro para a organização criminosa. Jair Ramos de Freitas, um dos presos nesta quinta-feira, é apontado como o responsável pelos disparos que mataram o ex-presidente da viação.
Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 194,4 milhões em contas bancárias dos investigados, além do sequestro de 21 imóveis, 117 veículos e três embarcações. Os alvos são investigados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações públicas.
As apurações indicam ainda que a estrutura societária da Transunião teria sido fraudada para permitir sua participação em licitações municipais. Segundo os investigadores, o capital social da empresa saltou de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões sem comprovação da origem dos recursos.
Para evitar interferências nas investigações, a Justiça determinou o afastamento imediato da diretoria e dos administradores da Transunião. A Prefeitura de São Paulo foi comunicada da decisão e deverá adotar medidas para garantir a continuidade da operação das linhas de ônibus.
Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans informaram que o serviço segue funcionando normalmente, sem prejuízo aos passageiros. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou acompanhar o caso e declarou que eventuais medidas administrativas serão adotadas após a notificação oficial da decisão judicial.
Até a publicação desta reportagem, a defesa do vereador Senival Moura não havia se manifestado sobre as acusações.

