Quem era o empresário morto por um PM de folga em tentativa de assalto no Butantã

Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, atuava no setor de seguros e voltava de passeio com a esposa quando foi atingido

Foto: Reprodução / Redes Sociais

O empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, morreu após ser baleado por um policial militar durante uma tentativa de assalto no bairro do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo.

Morador do Bom Retiro, na região central da capital, Celso atuava no ramo de seguros e costumava passear de moto nos fins de semana. No dia do crime, ele voltava de um passeio em São Roque, ao lado da esposa, Rosmary Javelberg, de 65 anos.

O caso aconteceu no sábado, por volta das 15h, na Rua Sapetuba. O casal foi abordado por dois criminosos armados, também em uma motocicleta. Segundo o relato da viúva, Celso tentou fugir, mas acabou se desequilibrando e caiu com o veículo.

De acordo com a Polícia Militar, um agente de folga que passava pelo local presenciou a ação e interveio. A versão oficial aponta que houve troca de tiros, resultando em um suspeito e o empresário baleados. Ambos chegaram a ser socorridos em estado grave, mas não resistiram. O segundo criminoso conseguiu fugir.

A versão, no entanto, é contestada pela esposa da vítima. Rosmary afirma que não houve confronto e que o policial teria atirado diretamente no marido, acreditando que ele fosse um dos assaltantes.

“Não teve troca de tiros. Eu saí correndo e ouvi os disparos. Quando vi, ele já tinha atingido meu marido, que estava de costas. Eu gritei que ele não era o assaltante”, relatou.

Segundo ela, Celso foi baleado na nuca e nas costas após cair da moto.

O policial militar, de 27 anos, foi preso em flagrante por homicídio culposo, mas acabou liberado após pagamento de fiança. A arma utilizada por ele, uma pistola calibre .40 da corporação, e a arma de um dos suspeitos foram apreendidas e passam por perícia.

O caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Militar, por meio de Inquérito Policial Militar, e também pela Polícia Civil. A Secretaria da Segurança Pública informou que todas as mortes decorrentes de intervenção policial são rigorosamente apuradas e que as provas serão encaminhadas ao Ministério Público e ao Judiciário.

Celso foi sepultado na manhã desta segunda-feira (30), no Cemitério Jardim Horto Florestal, na Zona Norte da capital, sob forte comoção de familiares e amigos.
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