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Editorial: Manifestações de Junho X Eleições 2014


manifestações
Manifestações de junho de 2013 - Cotia, SP
“Políticos não me representam”, foi um dos gritos de guerra das manifestações de Junho de 2013. Esta frase e a hostilidade dos manifestantes para com bandeiras partidárias durante os movimentos demonstraram a insatisfação dos jovens brasileiros perante os seus políticos.

Os movimentos eclodiram em Junho do ano passado logo após o aumento das passagens no transporte público. Os primeiros organizadores foram os integrantes do Movimento Passe-livre, porém logo a agitação se estendeu para um nível nacional. Em pouco tempo, várias cidades brasileiras reviram os valores da passagem, porém, as manifestações tomaram um caráter político ainda maior, reivindicando melhorias no serviço público e o fim da corrupção no país.

A Jornada de Junho mostrou claramente uma crise de representatividade nos brasileiros e este sentimento tem se refletido nas eleições deste ano. A corrida presidencial confirma o olhar da população na terceira opção. Se em anos anteriores a disputa ficava entre PT e PSDB, dessa vez, um terceiro partido(PSB) se ascendeu como expectativa para a mudança.

Além dos presidenciáveis, em São Paulo, uma terceira opção também se ascendeu. O candidato Paulo Skaf (PMDB) tem estado a frente do candidato do PT, Alexandre Padilha, nas pesquisas, embora o já então governador Geraldo Alckmin (PSDB) permaneça em primeiro lugar.

Eleições-2014-Entretanto, parece que a insatisfação popular só se restringe ao Executivo, já que as pesquisas demonstram que o Legislativo pouco se reformará nestas eleições. O candidato a deputado federal Tiririca está em primeiro nas pesquisas no estado de São Paulo, segundo uma reportagem da revista Época. A revista diz: “Na primeira colocação está o palhaço Tiririca (PR), que chegou ao final de seu mandato sem discursar na tribuna. Ainda que tenha participado de todas as sessões, sua presença não foi tão eficiente, já que não aprovou nenhum de seus projetos (todos relacionados ao circo), mesmo assim, o candidato que rebola até o chão na propaganda política deverá ser eleito mais uma vez (e possivelmente eleger com seus votos sobressalentes outros representantes de seu partido)”. Apesar da citação da revista, Tiririca aprovou um projeto (que facilita o ingresso de filhos de artistas circense ou artistas circenses menores de idade na escola pública), embora importante, ainda assim relacionado com o circo. Outro possível vencedor no estado é o candidato do PP, Paulo Maluf, aquele procurado pela Interpol e que corre o risco de ser pego pela Ficha Limpa. E, para finalizar, a revista ainda aponta Marco Feliciano(PSC) como mais um dos possíveis vencedores ao Congresso, sim, Marco Feliciano, aquele homofóbico que diz que inventou a “cura gay”.

A procura pela “reforma” tem sido evidente, entretanto, não pode se restringir a um poder apenas. De nada adiantará reformar apenas o Executivo, se o Legislativo continuará o mesmo. Um presidente ou governador diferente pode até querer fazer mudanças no país, mas pode não ter os seus projetos aprovados por legisladores já acomodados em seus cargos. São Paulo será responsável por cerca de 90 cadeiras ocupadas no Congresso Nacional e seria um erro absurdo eleger as mesmas 90 pessoas. O estado continuará com sérios problemas em segurança pública, saúde e educação, mesmo se o governador for outro.

Além disso, os deputados são exatamente aqueles que representam os cidadãos, você vai querer ser representado por um palhaço ou por um bandido mundialmente procurado? Depois não adianta levantar cartazes hostilizando políticos, pois eles te representam SIM, sendo estes honestos ou não.

Por: Carolina Marins (Cotia e Cia)
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