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Artigo: O presente e o futuro: as eleições e o descuido com a natureza


A intenção deste artigo é provocar reflexões acerca do momento crucial que se vivencia as vésperas do pleito eleitoral. As cidades, e em Cotia não é diferente, assistem certo bombardeio de propagandas, promessas e discursos que tentam ludibriar os eleitores sobre a possibilidade de dias melhores em todas as áreas na relação entre serviços públicos (saúde, educação, segurança pública mobilidade urbana apenas para citar alguns) e seus financiadores, o contribuinte eleitor.

Particularmente em Cotia, os candidatos tem apresentado diferentes propostas sobre as diferentes áreas. O fluxo na Rodovia Raposo Tavares parece dominar a centralidade das propostas deixando com que outras áreas de importância ímpar sejam deixadas de lado. Abordar-se-á aqui a falta de propostas com relação as questões ambientais.

Por muito tempo Cotia foi considerada uma área privilegiada de preservação ambiental. Aqui o contato com a natureza sempre chamou a atenção e foi motivo de orgulho aos munícipes. Entretanto nos últimos o que foi motivo de orgulho passou a ser motivo de preocupação. A especulação imobiliária que muito provavelmente atende aos interesses de uns poucos passa por cima dos interesses do bem comum. Basta algumas horas de trafego em quase todos os bairros do município para se perceber o quanto se destrói de maneira silenciosa e agressiva.

Até o momento nenhum candidato ofereceu propostas para o freio nesse processo de destruição das reservas de fauna, flora e nascentes existentes no município. Promessas são muitas, mas nenhuma toca nesse aspecto tão importante sobretudo para as gerações futuras. Será que há financiamento de campanhas por pessoas interessadas no “progresso” da cidade?

Sim, a palavra de ordem no momento é progresso, desenvolvimento urbano, crescimento econômico ou qualquer outro nome que se queira dar. Na verdade ninguém é contra o “progresso”, todavia em nome dele não se pode destruir aquilo que por Deus foi criado.  Em nome de um desenvolvimento que tende a maximizar os lucros e a concentração de renda de uns poucos em detrimento da qualidade de vida de muitos, pode-se julgar inaceitável a falta de compromisso dos candidatos locais com a biodiversidade que agoniza no município.

Aqui se reflete a situação local, entretanto não é de se estranhar que o Brasil foi dos únicos países “em desenvolvimento” que não assinou nesta terça feira dia 23 de setembro um documento propondo reduzir pela metade a derrubada das florestas do mundo até 2020 e zerar por completo o desmatamento até 2030, durante a Cúpula do Clima das Nações Unidas, na sede da organização, em Nova York. Curiosamente no dia em que se inicia a primavera. O que essa medida tomada pelo governo, sem a anuência dos brasileiros, significa para o país?

O fato é que ainda há tempo da população se manifestar cobrando de seus futuros representantes compromissos com a preservação ambiental. É oportuno lembrar que diante das urnas o voto do mais rico tem o mesmo valor do voto do mais pobre brasileiro. Pode-se considerar o voto como o “único” elemento “justo” no país, dado que cada voto tem o mesmo grau de importância, ninguém tem o voto mais valoroso que outro. (Talvez isso explica o ferocidade com que os candidatos tentam de toda maneira conquistar e comprar votos).

Cidadãos e cidadãs cotianas, que tal utilizar as redes sociais para chamar a atenção dos candidatos que aqui se apresentam pressionando-os a manterem-se atentos às necessidade de freio a especulação imobiliária que está destruindo aquilo que já foi motivo de orgulho aos que aqui vivem? Que tal chamar a atenção do executivo local sobre o legado que está deixando para as gerações futuras? Este é o momento, e deixar passa-lo é assumir um papel de conivência com o descaso sobre o futuro do município e porque não do planeta.

Por: João Antonio, leitor do Cotia e Cia

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