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Fala Cidadão: Mãe relata situação da UPA Atalaia em Cotia

20140818_191019O Fala Cidadão dessa semana trás um caso crônico em todo o país, obviamente que Cotia também está incluso, o péssimo atendimento nas unidades de saúde, abaixo Lucimara Ferreira, mãe de um filho de 13 anos relata passo a passo do atendimento da UPA do Atalaia em Cotia, grande São Paulo, vale ressaltar que a unidade foi inaugurada a pouco mais de um mês.

"É muito interessante, pra não dizer que é extremamente constrangedor e por vezes estressante, o tratamento que a população pagadora de impostos recebe do poder público através da oferta de precários e sucateados serviços.

A política pública de saúde, considerada essencial, e utilizada como bandeira de captação de votos, é em Cotia levada menos a sério do que brincadeiras e piadas de mau gosto. Como se alguém estivesse zombando da cara dos contribuintes o que recebemos do poder público em troca pelos pagamentos que realizamos é por assim dizer “brochante”. Uma sequência de fatos comprovam as afirmações aqui escritas.

Nesta segunda feira, dia 18 de agosto, por necessidade, e não por lazer, dirigi-me à “comemorada” e “eleitoreira” UPA do Atalaia. Uma criança de 13 anos de idade com dores nas vértebras carecia de uma atendimento onde pudesse ter verificada por meio de exames de raio x a hipótese de lesão.

A ficha de atendimento foi registrada as 18:37, pouco antes da informada “troca de plantão” dos agentes que ali trabalham. As 18:40 exatamente foi fechada a sala da triagem sob esse argumento. A pergunta aqui é: “se o plantão encerra-se as 19:00 o que explica a suspensão das atividades 20 minutos antes? (Será que é a falta de comando por parte de quem responde pelos prestadores de serviços do local?).

O serviço de triagem só voltou a ser realizado as 19:54, ou seja, 1 hora e quatorze minutos após o início da troca de plantão. Procurada a “chefe da enfermagem, a Senhora Tatiana, sequer foi encontrada (será ela uma figura fictícia?). Não apareceu para dar explicações sobre a falta de respeito para com a população que ali se encontrava.

E como a ausência do atendimento gera ociosidade, houve tempo para perceber pessoas com sintomas de infarto, bebês com 39 graus de febre, uma senhorita com vertigem (chegou a “lavar uma ala da unidade com vômitos), um senhor que desmaiou no meio da antessala de atendimento, duas senhoras sendo uma delas com 90 anos apresentando problemas de pressão, para citar apenas os que mais chamaram a atenção.

Havia apenas um médico para atender a toda a população. Um parênteses há de ser feito, o Dr Marcos Vinicius, mesmo diante desse cenário, realizava um bom e atencioso atendimento quando os pacientes “conseguiam” acessar o seu consultório” (lembrando, a triagem ficou suspensa por 1 hora e quatorze minutos). Será que é esse o ideal para uma UPA? Apenas um profissional a disposição?

A ociosidade do período também permitiu detectar: prestadores de serviços (atendentes, médicos e enfermeiros) usufruindo de seus aparelhos celulares consultando suas redes sociais. Um espaço chamado de brinquedoteca sem um brinquedo, sem um tapete para que as crianças mais impacientes pudessem ser distraídas (detalhe os brinquedos que foram utilizados no dia da inauguração da Unidade estavam “guardados” sob uma mesa na recepção).

O retorno das atividades de triagem tinha como enfermeira chefe a Sra Lucien, não demostrava muito “interesse” em normalizar os serviços. Nomes eram lidos com baixo tom de vóz (que dificultava a audição pelos pacientes) bem como não foram poucos os momentos em que nomes eram lidos de forma errada. (se você chama Luciana e chamam pela Luana, você não se apresenta para ser atendida. Apenas como um exemplo dos inúmeros casos).

Bom, aqui apenas um desabafo de uma mãe que não pretendia passar parte de uma noite de segunda feira no Posto de Atendimento com duas crianças. Em dado momento bate a fome, bate o cansaço, o sentimento de desrespeito e descaso por parte daqueles que somente querem nosso voto. Consegui enfim deixar a unidade as 22:55 minutos.

O intuito desse desabafo é que se chegue as autoridades que possam tomar providencias sobre fatos como esses aqui relatados. Penso que o que vi foi apenas uma pequena parte da história, haja vista que somente por necessidade frequento esse espaço. Fico a pensar nas pessoas que dependem de um acompanhamento mais frequente dos serviços de saúde nesse município que se orgulha em autoproclamar-se “em pleno desenvolvimento”

As opiniões expressadas no texto acima são de responsabilidade de sua autora.

Veja abaixo a resposta do instituto que administra a UPA:

Em relação à reportagem veiculada na coluna Fala Cidadão, do site www.cotiaecia.com.br, o Instituto Acqua, por meio da assessoria de imprensa, informa que. Em 18 de agosto, o paciente citado foi recebido na UPA Atalaia por uma técnica de enfermagem na retirada da senha, profissional essa responsável em realizar o acolhimento e uma pré-avaliação durante sua admissão na unidade, onde foi apontado baixo risco de gravidade do caso.


Quando recebe casos que necessitam de atendimento urgente, esta profissional já encaminha os pacientes direto para o atendimento nas salas amarela e vermelha, para onde vão os pacientes com maior risco. Este não era o caso do paciente relatado na reportagem.


Após esse acolhimento, o jovem aguardou pela classificação de risco onde foi confirmado o risco de nível azul, (casos considerados de baixa complexidade) e encaminhado para consulta com o clínico geral/emergencista. O profissional indicou a necessidade de realização de um exame de raio-x e, após o resultado, o paciente retornou ao médico, que receitou medicamentos e o encaminhou à sala de medicação, onde os medicamentos foram administrados e, em seguida, o paciente liberado.


Todo o atendimento, desde a chegada até a liberação do paciente, foi realizado dentro do tempo estipulado pelo Ministério da Saúde para um caso com grau de risco classificado como azul.


O Instituto informa que, ao longo de todo o dia 18 de agosto foram atendidas 671 pessoas, com situações dos mais diferentes níveis de classificação de risco. Especificamente entre as 17h e 21h foram atendidos 97 pacientes, sendo que, neste horário, a UPA contava com três clínicos gerais/emergencistas (um deles responsável pelas salas amarela e vermelha, com pacientes com maior gravidade), dois pediatras e um ortopedista (que trabalha diariamente até as 19h), diferentemente do que foi relatado.


Quanto à sala de triagem de classificação de risco, a mesma ficou fechada por cerca de 20 minutos para encaminhamento de paciente em estado grave, que foi levado pela enfermeira responsável para a sala vermelha. A triagem foi retomada logo após o encaminhamento deste paciente. Quanto à brinquedoteca, com a constante utilização, os brinquedos são danificados e, por isso, podem não estar disponíveis em alguns pequenos intervalos até sua reposição.


O Instituto Acqua informa ainda que nos 50 dias de funcionamento da UPA Atalaia já foram realizados cerca de 28 mil atendimentos a pacientes que procuraram a unidade de Saúde. Número que representa uma média de 600 pacientes atendidos por dia. Neste período ainda foram realizados cerca de 7.700 exames laboratoriais e 6.000 raio-x.


A UPA Atalaia conta atualmente com cerca de 160 colaboradores, entre médicos, enfermeiros e demais profissionais, que se revezam 24 horas para garantir um atendimento de qualidade da unidade de Saúde.


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